A Roda da Causalidade articula três momentos: outras vidas passadas, marcadas pela ignorância e pela vã imaginação; esta vida presente, marcada pela consciência do eu, pela mente e pelo corpo, pelos órgãos dos sentidos, pelo contato, pela emoção, pelo desejo e pelo apego; e outras vidas futuras, marcadas pela transmutação, pelo renascimento, pela velhice, pela morte e pelo sofrimento.
-
A série termina com a fórmula: esta é a origem de todo o conjunto do mal.
-
Os termos não são sempre repetidos em sua totalidade nem sempre na mesma ordem, funcionando como raios de uma roda, não como sua circunferência.
-
A ignorância está na base de todo o encadeamento causal, pois dela surge o pensamento da existência como entidade, da individualidade como ser fixo e do desejo do eu, dos quais deriva a vida inseparável do mal, sendo a cura consistente na supressão das condições que mantêm esse estado patológico por meio da disciplina mental e moral dos peregrinos budistas.