O abanicamento manual serve para reunir o que foi danificado na terra ou nas vítimas sacrificiais, insuflando o vento reparador.
A oferenda ao vento como mantenedor das rédeas restaura os sopros de quem está desfalecendo, mantendo a vida mesmo quando esta parece partir.
O sopro é concebido como o poste rei da existência, sendo utilizado em imprecações para proteger quem o erigiu ou para fazer com que o princípio vital abandone o adversário.
O olfato vincula-se à exalação, sendo pelo sopro exterior que se reconhecem os odores e as essências.
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A impossibilidade de inalar enquanto se fala prova que a insuflação vital é um movimento de saída ou apana.
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O sacrifício do sopro na fala e da fala no sopro constitui uma operação constante de troca vital.
A visão e outros sentidos operam por raios projetados, pertencendo originariamente ao Sol que vê através de todas as criaturas.
O Gandharva relaciona-se ao odor e à recognição dos filhos por seus eflúvios vitais, agindo como o vento que recolhe as essências ao partir do corpo.
O toque da cabeça com as mãos constitui uma resposta ritual à saudação e um equivalente do beijo de vida.
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Tocar símbolos sagrados durante a iniciação significa a entrada do embrião espiritual nos metros do céu e da terra.
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A imposição de mãos introduz o sopro na semente e desperta quem foi estupidificado pela obscuridade.
O beijo de vida é uma comunicação universal de sopro e recognição, com paralelos documentados entre os povos indígenas americanos em seus ritos de inalação e exalação.
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A expulsão enérgica do sopro atua como exorcismo para afastar trevas e influências malignas.
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O ato de aspirar a essência de objetos sagrados visa receber a saúde e a força vital da fonte divina em diversas culturas.