Além do sati, que proíbe as más ações, existe outro aspecto da consciência que obriga o indivíduo a agir para o benefício dos outros, designado no Budismo Mahayana como bodhi-citta ou coração da iluminação, diferindo do sati principalmente por sua espontaneidade, pois não deriva da reflexão, mas da harmonia da vontade do indivíduo com a sabedoria e a atividade dos Budas.
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Em livros ocidentais de edificação esse estado é chamado estado de graça ou estado de estar em sintonia com o infinito.
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Feltham designa essa condição como germe da eternidade, expressão considerada a mais apropriada porque o despertar do bodhi-citta é poeticamente representado na literatura budista como o florescimento do loto do coração.
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As duas condições mentais que no Budismo correspondem à ideia ocidental de consciência são, portanto, a concentração e o amor, das quais derivam todas as concepções do bem definidas nos textos budistas sobre a moral.