A vitória é descrita como batalha de amor na expiração do Dragão, e Soma, enquanto Dragão, identifica-se à Lua, enquanto Elixir a Lua torna-se alimento do Sol que a traga nas noites de coabitação (amāvāsya), indicando assimilação.
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A assimilação é explicada por analogia e por formulação de Meister
Eckhart, segundo a qual a alma unida a Deus se transforma em Deus como alimento que se torna órgão no homem, porque aquilo que absorve define o ser.
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O matrimônio divino interior é descrito como consumação no coração da união das pessoas solar e lunar dos olhos direito e esquerdo, do Eros e da Psique, da Morte e da Senhora, culminando na beatitude suprema.
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A união é comparada ao matrimônio humano.
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O coração é descrito como caverna nupcial.
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A beatitude é definida como culminância do processo.
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No samādhi, o Sí mesmo recupera a condição primordial, sem consciência de distinção entre dentro e fora, reafirmando-se a fórmula identitária “Esse Sí mesmo és tu”.
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Sacrificar sem conhecer interiormente a oferenda queimada é equiparado a oferecer nas cinzas, e a prática é prescrita não apenas em tempos fixos, mas ao longo de todos os dias de uma vida inteira.
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A interioridade é afirmada como condição de validade.
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A periodicidade é ampliada à totalidade do tempo de vida.
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Para o Comprehensor, os poderes da alma edificam o Fogo mesmo durante o sono.
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O Sacrifício como operação incessante é consumado em textos que interpretam sacramentalmente todas as funções da vida ativa, incluindo respiração, alimento, bebida e descanso, e fazem da morte a catarse final.
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A “Via das Obras” (karma mārga) da Bhagavad Gītā é apresentada como perfeição pelo cumprimento da vocação própria (svakarma) conforme a natureza própria (svabhāvatas), sem motivos autorreferentes.
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A vocação é definida como prática própria segundo a natureza.
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A ausência de motivos ego-referentes é exigida.
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A perfeição é designada siddhi.
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O fechamento do círculo é formulado como passagem da obrigação de celebrar perfeitamente ritos à compreensão de que cumprir perfeitamente quaisquer tarefas é celebrar o rito, definindo Sacrifício como santificação total do fazer e do ser.
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O Sacrifício é descrito como fazer sagrado tudo o que se faz e tudo o que se é.
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A santificação é descrita como redução das atividades a princípios.
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A naturalidade do agir é tomada como condição de poder ser sagrado ou profano conforme o grau de consciência.
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O agir in-naturalmente é declarado essencial e irrevogavelmente profano.