A percepção de que os vínculos familiares constituem obstáculos à realização espiritual é um princípio universal presente em diversas tradições metafísicas.
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Mestre
Eckhart postula que o reconhecimento dos laços temporais impede a morte real necessária à transcendência.
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O Evangelho de Lucas e a Maitri
Upanishad corroboram a necessidade de desapego da família para a discipulado ou libertação.
O cânon budista, no Sutta Nipata, exorta o abandono dos progenitores e da prole para a senda solitária, reiterando a vacuidade das linhagens familiares.
O vocábulo Bhoga encerra uma polissemia que vincula o anel da serpente ao prazer, ao gozo e ao alimento, elementos que constituem a armadilha da existência mortal.
A aplicação do termo Sarpabandha no Mahabharata reflete o esforço dos kauravas em capturar os pandavas em uma condição de malícia análoga ao cerco imposto por Vritra a Indra.