tântrico com dupla significação: como começo, é a vivificação instantânea que inicia o desenvolvimento do embrião; como fim, é o momento em que a consciência retorna à sua fonte.
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Evolução (utpatti-krama) e involução (utpannakrama) representam as duas metades do ciclo da existência, cósmico ou individual.
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Na prática do yoga, a contemplação do tempo dirige-se à realização imediata de durações cada vez maiores, correlacionando inspiração e expiração com o dia, a noite, as quinzenas, os meses, até a totalidade do tempo.
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O Kalacakratantra descreve o “renascimento yóguico”: “o terreno dos Conquistadores Reais está num único momento constante (ekasmin-samaye'ksare)”; quando o coração se estabelece no Grande Soplo e cessa a respiração efetiva, o Yogui “conhece tudo, porque sua essência compreende tudo, num ponto (bindu) geométrico e num único instante (eka-ksana)… O tempo se submerge na eternidade”.
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Nota 29: Manu 1.56 afirma que o Grande Si Mesmo, tornando-se atômico (anumatro bhutva) e habitando a semente, assume uma forma efetiva; o Tantra afirma a qualidade intemporal do princípio animador, Manu sua qualidade indimensionada.
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Nota 30: na prática do Yoga, inalação e exalação se igualam, realizando a Identidade Suprema de Mitra-Varuna, que são a inalação e a exalação (B. 1.8.3.12), e do Vento (Vayu) que “sopra como um, mas no homem se torna esses dois” (B. 1.8.3.12).
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Nota 31: akshara, “imóvel, não fluente”, é designação de Brahma e da sílaba OM.
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Nota 32: Mario Carelli, Sekoddeshika, Baroda, 1941.