A interiorização é vinculada ao ensinamento de
Ramana Maharshi, ao afirmar que a consciência divina não está ausente do coração e que ela é mais próxima que tudo.
-
O poder de escolher a via interior é formulado como decisão humana diante de uma alternativa entre buscar fora e reconhecer a presença do divino no próprio centro.
-
A realização é definida como reconhecimento do Real e como remoção de obstáculos, não como aquisição de algo inexistente.
-
A mudança requerida é apresentada como transformação de perspectiva e não como acumulação.
-
O essencial é descrito como já presente, mas oculto por camadas e aparências.
-
A responsabilidade da libertação é atribuída ao homem ao afirmar que nenhuma intervenção externa substitui o trabalho interior.
-
A atenção é concentrada na responsabilidade pessoal ao propor que o homem seja sua própria luz e seu próprio refúgio.
-
A interiorização é descrita como movimento que exige inversão de sentido da energia e retorno ao centro do ser, identificado com segredo do coração.
-
A oposição entre olhar exterior e olhar interior é estabelecida como diferença entre ignorância do mundo metafísico e conhecimento iluminante do essencial.
-
A percepção interior é apresentada como penetração no todo e como reconexão com o eixo de ascensão da vida espiritual.
-
A interioridade é afirmada como inseparável da verticalidade ao definir o esoterismo como duplo movimento de descida e subida no eixo interior.
-
A ascensão interior é descrita como operação que exige “espaço interior” e que reconduz do relativo ao eterno, do psicológico ao transcendente.
-
A conversão do mental é apresentada como condição necessária e suficiente para realizar a interiorização.
-
A destruição do mental é especificada como destruição de um mental exterior e disperso, e a correção é definida como interiorização e verticalização.
-
A intuição é apresentada como própria do homem e a interiorização é descrita como reorientação da energia para o alto, simbolizada pela kundalinī.
-
A interioridade é definida como universalidade verdadeira ao afirmar que a diferença entre criadores e criaturas se reduz à forma exterior e que o interior conduz à unidade.
-
A alusão à alquimia é usada para associar a interiorização ao conhecimento do centro de todas as coisas e à textura do Vivente como ciência do divino.
-
A paz profunda é evocada como experiência interior em que o Reino é reencontrado e em que a pluralidade é reunida numa unidade.
-
O interior é apresentado como lugar onde o ser se revela e onde o conhecimento ultrapassa a oposição rígida entre dentro e fora.
-
O fora é descrito como circulação interior e como presença do Logos ou do Verbo.
-
A unidade é descrita como reencontrada por meio de paciência, pureza do olhar e liberdade.
-
A necessidade de conversão do olhar é reiterada por referências a Najmoddin Kobra e a Sohrawardî ao afirmar que o mundo interior é o lugar do paraíso e do inferno e que o trabalho consiste em entrar em si.
-
A realidade interior é descrita como lugar de vida, morte e juízo em sentido espiritual.
-
A recitação e a interiorização do Corão são associadas ao retorno ao centro e ao reconhecimento do próprio interior.
-
A interiorização é concluída como passagem para o homem interior e como condição do esoterismo entendido como não redução, não petrificação e não fechamento do espírito.