A hipótese metafísica sobre os espíritos como resíduos vitais e a sua manipulação por forças não humanas
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A consideração, na metapsíquica mais recente, das hipóteses estritamente espíritas como primitivas e superadas, mas com o risco de cair no excesso oposto.
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A existência de razões para acreditar que, numa classe particular de manifestações mediúnicas, estejam envolvidos espíritos dos mortos, desde que o termo espírito seja entendido no sentido antigo, longe de ser equivalente a almas.
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A definição de espíritos como as energias vitais, qualificadas no sentido mental e dinâmico, que a alma, se sobreviver à morte, deixa para trás, tal como fez com o corpo físico.
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A passagem destes elementos vitais para o estado livre, desprovidos da sua unidade essencial de ser, organizando-se como segunda personalidade ou como complexos mnemônicos, monoideísmos, entidades-tendências e virtualidades cinéticas tornadas impessoais.
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A encarnação destes elementos no médium, produzindo variedades de fenomenologia extranormal que os mais ingénuos tomam como provas da sobrevivência da alma.
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A constatação de que se trata, não da alma no sentido verdadeiro e tradicional, mas de formas vitais residuais, destinadas a extinguir-se após um termo mais ou menos breve.
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A existência de casos em que forças não humanas se incarnam nestes resíduos, conservando algo semelhante ao falecido, animando-os e movendo-os, provocando as aparições e fenômenos mais enganadores e sinistros.
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A predominância destes casos em fornecer ao espiritismo o incentivo para se tornar uma nova religião macabra, sem se perceber a mistificação e sedução de carácter satânico neles manifestas.