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Atman, o único e só, durante o primeiro estágio é “contido” (ati), ou incorporado, no material da sua experiência.
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Isto, numa perspectiva tântrica, corresponde à função de maya-shakti.
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Durante o segundo estágio, atman existe como Anyatri, “aquele que afirma”: “Atman afirma este mundo doando-lhe o seu próprio ser; afirma o seu próprio eu [como o Eu do mundo] uma vez que o mundo é desprovido de eu”.
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Há outra expressão designando este estágio: “diz sim (aum) a todo o mundo”, “dando assim substância a um mundo que não tem uma”.
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A realidade externa é assim vista como uma projeção da realidade do princípio espiritual, que “afirma” o mundo.
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Na terceira fase, a experiência é simplesmente anujna, ou seja, pura afirmação sem um sujeito ou pessoa.
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Esta força é então superada e o que se segue é o estágio supremo, um ponto de referência para si mesmo chamado avikalpa.
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Aqui atman “sabe e não sabe”, o que é outra maneira de dizer que não sabe de acordo com um conhecimento que implica uma objetificação, ou “algo mais”, uma vez que o conhecimento neste contexto refere-se a algo “simples”, anubhuti.
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“Atman tanto difere como não difere do devir”.
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É ele mesmo “sob todas as formas de ser das quais difere”.
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Daí a seguinte visão, que é idêntica ao “conhecimento perfeito” (prajnaparamita) do Budismo Mahayana: “Verdadeiramente não há nem desaparecimento nem devir. Não há ninguém que prenda, ou que aja, ou que precise de liberação, ou que seja liberado”.