O existencialismo contemporâneo apresenta-se sob duas formas distintas: uma vertente acadêmica e filosófica, restrita a círculos intelectuais, e uma vertente prática e anticonformista que se tornou voga no pós-guerra, simbolizada por figuras como Jean-Paul
Sartre nos ambientes de Saint-Germain-des-Prés.
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Ambas as formas de existencialismo possuem valor como sinais dos tempos, sendo que a vertente prática, apesar de seu caráter esnobe, manifesta uma conduta anticonformista que contrasta com o estilo de vida pequeno-burguês mantido pela maioria dos filósofos profissionais.
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A “geração em risco” como expressão viva da crise existencial
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Incongruência entre o discurso acadêmico da crise e a vida burguesa dos professores
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Vantagem da vivência pessoal sobre a teorização abstrata na percepção da realidade contemporânea
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A análise aqui proposta não visa o debate especulativo sobre a verdade das teses existencialistas, mas o exame de seus motivos típicos como testemunhos indiretos da sensação de existência de um certo tipo humano, estabelecendo uma linha divisória para evitar confusões terminológicas.
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Rejeição da discussão filosófica formal em favor do significado existencial
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O existencialismo como reflexo discursivo de uma condição humana específica
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Necessidade de distinguir as posições da Tradição das teorias existencialistas modernas
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Os filósofos existencialistas assemelham-se a Nietzsche por serem homens modernos, desprovidos de conexão com o mundo da Tradição e limitados pelas categorias do pensamento profano e abstrato do Ocidente.
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Caráter desenraizado e profano do aparato filosófico existencialista
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Crítica a Karl Jaspers pela confusão entre metafísica e misticismo
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Hostilidade de Jaspers a qualquer autoridade espiritual ou obediência sagrada
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Uso de terminologia arbitrária e de abstrusa obscuridade, particularmente em
Heidegger
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O existencialismo afirma o primado ôntico-ontológico do ser concreto, estabelecendo que a existência precede a essência e vinculando o indivíduo à sua situação específica no espaço, no tempo e na história.
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Definição de essência como julgamento, valor ou nome subordinado ao fato de ser
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O conceito de ser-aí ou ser-aqui (Dasein) em
Heidegger
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Indissociabilidade entre o ser e o estar-no-mundo como constituinte humano
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Recusa da autoindulgência e da mistificação através do reconhecimento da situação
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O motivo básico da precedência da existência sobre a essência confirma a direção de buscar suporte na própria natureza e lei, rejeitando normas universais e abstratas em um clima de dissolução generalizada.
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A oposição entre autenticidade e inautenticidade descreve o estado de fuga de si mesmo no cotidiano anódino, caracterizado por falatórios e mentiras, enquanto a existência autêntica surge da percepção do vazio sob a vida social.
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Caracterização da vida cotidiana como inautenticidade e “queda”
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A fuga para as platitudes e diversões escapistas como forma de tranquilização
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Retorno ao problema do ser profundo através do reconhecimento da insignificância moderna
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A afinidade entre o existencialismo e as posições tradicionais é relativa, pois a filosofia moderna hipervaloriza a situação, considerando o ser-no-mundo como um elemento acidental impossível de ser superado pelo Eu.
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Existe uma incongruência no existencialismo ao tentar romper o fechamento individual sem possuir as bases para a superação da imanência, problema que já se manifestava em Søren Kierkegaard ao definir a existência como o ponto paradoxal entre o finito e o infinito.
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Kierkegaard como pai espiritual da ambiguidade existencialista
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Co-presença mútua e excludente entre o temporal e o eterno na Existenz
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Necessidade de referir a análise a tipos humanos específicos em vez de ao homem em geral
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Uma vertente do existencialismo poderia conduzir a um antiteísmo positivo, no qual Deus é percebido não como objeto de fé, mas como uma presença de liberdade e transcendência no centro do próprio Eu.
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A certeza de Deus vinculada à autenticidade da existência segundo Jaspers
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Identidade misteriosa entre o centro do indivíduo e o centro do Ser
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Superação da dicotomia entre crente e ateu através da presença vivida
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O exame inicial das ideias existencialistas permite validar o reconhecimento da estrutura dual de um certo tipo humano e a admissão de uma presença superior que rompe o plano da vida biológica.
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Destaque para a dualidade entre individuação e transcendência
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Rompimento da superfície vital para a entrada de uma presença mais alta
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Persistência de problemas fundamentais que o existencialismo permanece incapaz de resolver