A estrutura fundamental do sujeito é localizada por
Heidegger na transcendência, enquanto
Sartre vincula essa visão à experiência específica do último homem que, após destruir todo suporte externo, encontra-se consignado exclusivamente a si próprio.
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A transcendência como ipseidade e estrutura básica do ente humano
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Experiência do homem que queimou todos os vínculos e suportes tradicionais
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Atribuição ao sujeito da responsabilidade total por sua configuração no mundo
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Sartre sustenta que o fundamento de qualquer ação humana é a liberdade absoluta, de modo que o homem é compelido a escolher sem base externa, sendo o próprio ato de não escolher uma forma de escolha que mantém a responsabilidade subsistente.
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Inexistência de desculpas baseadas na natureza, na fisiologia ou na história
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A liberdade como um fato filosófico comprovado, não mais como um imperativo moral
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Equivalência do grau de liberdade entre o ato voluntário e a rendição ao instinto
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A liberdade assume um sentido negativo para o homem do niilismo, sendo descrita por
Sartre como uma sentença ou uma prisão sem muros da qual não se pode escapar, constituindo um dado primordial e angustiante.
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Sentimento da liberdade como condenação e limitação insuperável
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Impossibilidade de recusar a própria condição de ser livre
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Diferença entre a soberania reivindicada e a liberdade sofrida como destino
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Toda impotência, tragédia ou a própria morte podem ser assumidas pela liberdade, reduzindo-se o mundo externo a fatores instrumentais que perdem seu caráter neutro conforme as metas e direções selecionadas pelo indivíduo.
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O homem niilante encontra-se abandonado à sua responsabilidade em um vácuo de causas e justificativas, sem o amparo de um reino luminoso de valores que o preceda ou o suceda no tempo.
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Inexistência de refúgio interior ou exterior para a ação humana
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Ausência de justificativas transcendentais para as escolhas individuais
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Solidão radical do sujeito diante de sua própria capacidade de negação
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O tom emocional da liberdade absoluta manifesta-se como um fardo ou peso, caracterizando a sensação de ser lançado ao mundo sem conhecimento da origem ou da finalidade desse estado de ser-aqui.
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A introdução do conceito de responsabilidade revela uma falha no existencialismo, pois uma niquilação radical que manifestasse a transcendência não deveria admitir o sentido moral de prestar contas em um mundo onde o homem se encontra livre pela morte de Deus.
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Questionamento sobre a quem o indivíduo seria moralmente responsável
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Diferenciação entre responsabilidade moral e consequências físicas ou sociais do ato
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Sofrimento profundo derivado de uma liberdade que é encontrada e sofrida, não conquistada
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Surgimento da angústia quando a consciência da entrega à liberdade reativa a noção de responsabilidade