Os motivos positivos tocados por
Heidegger, como a liberdade como fundamento e abismo, são neutralizados por sua visão do ser como algo excêntrico ao Dasein, restando ao homem apenas a escolha entre a inautenticidade social ou a perseguição vã de uma miragem de totalidade.
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A liberdade reduzida a uma conformidade com a exigência do ser-para-a-morte
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Transcendência experimentada apenas como uma força que impele por trás (vis a tergo)
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Alternativa entre a fuga de si mesmo ou a obediência a um destino fatalista
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O colapso final do existencialismo manifesta-se em Jaspers através da doutrina do fracasso (Scheitern), na qual o impulso humano de abraçar o ser total é destinado à derrota diante das situações-limite de culpa, acaso e morte.
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Impossibilidade de atingir o ser puro, que se manifesta apenas como linguagem cifrada
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Powerlessness do indivíduo perante a ambiguidade do mundo e o imprevisto
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Reação autêntica descrita como desespero e angústia frente à realidade
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A solução de Jaspers para o fracasso consiste em um salto na fé após o reconhecimento da própria derrota, identificando o colapso trágico do eu com uma abertura extática à transcendência, o que revela uma base teológica protestante subjacente.
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Desejo do próprio naufrágio como via de acesso ao ser
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Paralelismo com o princípio evangélico de perder a vida para encontrá-la
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A epifania da transcendência no momento da fuga do Ser
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Paz existencial fundamentada na aceitação da impotência da criatura
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O conceito de abrangente (das Umgreifende) em Jaspers resulta em uma experiência mística de dissolução do sujeito no todo, assemelhando-se ao mergulho passivo de
Heidegger no ser através da morte, o que é antitético à conquista soberana da transcendência.
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Incapacidade de superar a dualidade sujeito-objeto sem aniquilar o Eu
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O “mergulho no abrangente” como regressão mística e passiva
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Ausência de uma realização afirmativa e criativa da unidade primordial
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O existencialismo incorpora demandas nietzschianas, mas recai em complexos emocionais subintelectuais — angústia, náusea, solidão —, falhando em prover uma relação central e positiva com a transcendência que fundamente o domínio do Dasein.
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Transcendência concebida como o “outro” e não como o Si-mesmo verdadeiro
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Fracasso das soluções baseadas em sentimentos de culpa e desraizamento
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Regressão ao mundo religioso em crise sob uma terminologia abstruza (Jaspers, Marcel)
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A diferença fundamental entre o existencialismo e o homem de tradição reside no fato de que o primeiro é uma projeção do homem na crise, enquanto o segundo preserva uma dignidade natural e desapegada, restabelecido no Ser de modo inabalável.
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Alienação da filosofia existencialista para quem redescobriu o Si-mesmo
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Soberania interior versus o caminhar trêmulo sobre o abismo
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Contraste entre a existência conformista dos filósofos acadêmicos e a realidade dos homens em revolta ou combatentes
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A ideia existencialista de uma escolha original atemporal pode ser integrada à doutrina tradicional da pré-existência, reativando a consciência das origens e de uma liberdade superior que gera força e distância no coração do mundo.
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Distinção entre pré-existência e a doutrina popular da reencarnação
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Crítica à teologia criacionista por suprimir a dimensão não humana da pessoa
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A pré-existência como abertura para a dimensão do Ser além do Eu físico
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Fortalecimento da capacidade de entrega total sem ferimento essencial, reunindo as “duas partes da espada”