Precursores como Rimbaud, Lautréamont, Jack London e o jovem Ernst Jünger anteciparam a dissolução através da renúncia ao gênio, da exaltação do horror ou da busca por horizontes distantes, enquanto a massa celebrava o progresso científico alheia ao caos latente.
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O silêncio poético e a imersão na atividade prática em Rimbaud
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A ferida existencial e a exaltação da elementaridade em Maldoror
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A aventura como refúgio frente à segurança ilusória do progresso
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O Dadaísmo e o Surrealismo radicalizaram a transição para o caos ao negarem as categorias da arte em favor da exaltação do contraditório e do absurdo, culminando, em casos extremos, na passagem da teoria à prática através do suicídio ou de atos destrutivos aleatórios.
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O Dadaísmo como negação da racionalidade e da coerência vital
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Recusa surrealista das condições derisórias da existência
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Atos de violência gratuita como busca de sentido após a rejeição do suicídio
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A juventude do pós-guerra manifestou o nadir dos tempos através de uma rebeldia irracional e sem causa, liquidando as formas de revolta utópica que ainda acreditavam em valores sociais para assumir uma oposição cega a tudo o que fosse ordenado ou quadrado.
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Surgimento dos rebeldes sem causa e da geração das ruínas
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Diferenciação entre o niilismo clássico e a rebelião irracional contemporânea
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Oposição ao mundo normal como uma insanidade organizada
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O fenômeno dos hipsters e da Geração Beat representou uma posição existencial de alienação absoluta e recusa à colaboração social, buscando no álcool, nas drogas, na velocidade e no jazz negro os golpes necessários para preencher o vazio existencial.
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Desprezo pela inserção em carreiras, causas ou relações estáveis
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O nomadismo e a sobrevivência no vácuo através de sensações fortes
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Influência de Jack Kerouac e Allen Ginsberg na cristalização desse clima
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Henry Miller figura como o profeta do colapso de uma época, descrevendo a realidade como um caos fluido e uma floresta de pedra onde toda tentativa de vida normal é tragada pela desesperança e pelo horror oculto sob a grandeza pestilencial do mundo moderno.
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Miller como manifestação crua do desespero e do vácuo cósmico
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A sensação de tabula rasa e o silêncio diante do fim de um ciclo
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A existência no centro do caos como perda de qualquer esperança
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Testemunhos de Hermann Hesse e Paul van den Bosch convergem na repulsa ao otimismo burguês e na constatação de que a atual geração nasceu entre ruínas, onde o ouro já se transmutou em chumbo e Deus morreu de velhice.
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Ódio pela saúde complacente e pela mediocridade normalizada
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Autopercepção como fantasmas de uma guerra não lutada
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O ponto zero da existência em um mundo desencantado
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A ausência de motivações sócio-revolucionárias e a descrença em ações organizadas distinguem os novos niilistas dos intelectuais de esquerda, evidenciando o fracasso da revolução que, segundo Camus, traiu suas origens ao constituir novos e obtusos conformismos.
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Rejeição do trabalho, do estudo e da crença em grupos transformadores
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Constatação do novo jugo imposto pelo triunfo das revoluções de esquerda
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Caráter sintomático e necessário dessas formas de vida no mundo sem Deus