Existe uma convergência espiritual entre o ideal proletário e a sociedade de consumo ocidental, onde a prosperidade alcançada por vastas camadas sociais realiza, na prática, o horizonte de conforto material que o marxismo reivindica, revelando a identidade de metas entre ambos os sistemas.
-
O clima de prosperidade ocidental como realização antecipada do ideal de vida proletário
-
Identidade de horizontes entre a homogeneização socialista e o conformismo capitalista
-
Crítica ao erro de supor que a miséria existencial decorre da carência material
-
A ausência de correlação entre bem-estar econômico e plenitude espiritual é demonstrada pelo fato de que as virtudes superiores definham em condições de facilidade excessiva, sendo muitas vezes a adversidade o estímulo necessário para o despertar das energias criativas de uma civilização.
-
Inexistência de nexo entre miséria material e espiritual
-
Crítica ao ideal animal de felicidade bovina proposto pelas massas
-
Referência à tese de Toynbee sobre o desafio ambiental como motor civilizacional
-
Necessidade de não permitir que a precariedade social oculte a precariedade ontológica da condição humana
-
As manifestações mais agudas da crise existencial ocorrem precisamente nas margens da civilização da prosperidade, evidenciadas pela revolta de jovens abastados e pelos índices estatísticos que apontam maior incidência de suicídio em países ricos do que em nações pobres.
-
Rebelião e náusea em estratos sociais desprovidos de privação material
-
Dados estatísticos sobre a incidência de suicídio em contextos de abundância
-
O desespero como resíduo inevitável no estágio terminal do messianismo socioeconômico
-
O exemplo histórico do Buddha Shakyamuni ilustra que a denúncia radical da vacuidade da existência não provém da opressão ou da fome, mas sim de um indivíduo de linhagem principesca em plena posse de poder e juventude, situando o problema no plano metafísico e não social.
-
O despertar espiritual como ato independente de carências econômicas
-
Oposição entre o chamado aristocrático do Buddha e o apelo plebeu do cristianismo primitivo
-
Caracterização do mito socioeconômico como profilaxia contra a insignificância da vida moderna
-
O movimento de protesto global reconhece a similaridade tecnológica e niveladora entre o sistema comunista e o capitalista, porém carece de um princípio superior, resultando em uma revolta irracional e histérica que busca refúgio em minorias marginalizadas ou no submundo.
-
Percepção da convergência entre o bloco soviético e a sociedade de consumo
-
Aceitação das limitações da liberdade em troca do conforto do sistema
-
Natureza anárquica e vácua da revolução do underground
-
Metáfora das vespas enlouquecidas presas em um frasco de vidro
-
A psicanálise atua como uma ciência de contaminação que completa a dissolução das superestruturas morais ao reduzir a vida da alma a impulsos subconscientes irracionais, substituindo a busca pela genealogia dos valores por um método cínico de exploração do inconsciente.
-
Desqualificação da dignidade autônoma da moralidade via psicologia profunda
-
Redução da consciência ao conflito entre o princípio do prazer e o instinto de morte
-
O freudismo como sintoma de uma consciência doentia e incapaz de reger as regiões inferiores da alma
-
A literatura contemporânea, exemplificada por Kafka, reflete a percepção de uma existência espectral sob um destino incompreensível e uma solidão eterna, o que não constitui uma descoberta de profundidade, mas o mero reflexo da atmosfera de uma humanidade formada após a morte de Deus.
-
A spectralidade da existência e a condenação absurda como temas literários
-
O vazio e a escuridão como fundamento percebido da vida humana
-
Caráter puramente niilista das visões de mundo pós-teológicas