O sentimento de condenação à liberdade, expresso por
Sartre, caracteriza o fracasso no teste niilista, onde a autonomia absoluta é experimentada como um fardo metafísico e uma fonte de angústia em vez de potência.
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A liberdade absoluta sentida como condenação e castigo
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A angústia como contrapartida da ausência de leis superiores
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Insuficiência do existencialismo secular em superar o niilismo
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A proposta nietzschiana do super-homem busca conferir um novo sentido à terra e à existência corporal após a queda dos ídolos, posicionando o homem como uma ponte perigosa estendida sobre o abismo em direção a uma nova justificação biológica e volitiva.
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Fidelidade à terra e ao corpo como reação à morte do transcendente
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O super-homem como meta e sentido do devir
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Crítica à transitoriedade do homem no caminho da superação
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O niilismo de Nietzsche revela-se incompleto ao postular a vontade de poder como um novo absoluto imantente, pois, se tudo é vida e vontade de poder, a distinção qualitativa entre ascensão e decadência torna-se arbitrária e carente de fundamento intrínseco.
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Contradição entre a imanência pura e a criação de uma nova tábua de valores
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A decadência como modalidade legítima da própria vontade de poder
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Impossibilidade de justificar o ideal do super-homem sem uma escolha dogmática prévia
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A concessão finalística de Nietzsche ao propor o super-homem como um objetivo futuro assemelha-se, mutatis mutandis, à escatologia marxista, traindo a exigência de uma vida que encontre seu sentido em si mesma, sem depender de miragens temporais.
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Semelhança estrutural entre o ideal do super-homem e o messianismo proletário
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Contradição da afirmação da vida através de uma meta externa futura
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Crítica ao sacrifício do homem presente em nome de um tipo hipotético
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A solução radical e coerente reside no símbolo do eterno retorno, que exige a afirmação incondicional da própria natureza e situação através de todos os ciclos cósmicos, aproximando o mundo do devir à fixidez do ser e conferindo-lhe um caráter de eternidade.
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O eterno retorno como teste supremo de poder e autoidentidade
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Aproximação entre a vontade de poder e a estabilidade neoplatônica do ser
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O sentimento de eternidade como batismo de todas as coisas além do bem e do mal
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A sede de absoluto que perpassa a obra de Nietzsche em momentos de êxtase