A experiência pessoal de Nietzsche, marcada pelo impulso incoercível de superação e pela quebra de todos os vínculos, manifesta a ação de uma transcendência que, ao permanecer enclausurada na imanência, gera uma voltagem superior à que o circuito humano pode sustentar.
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O impulso de movimento puro como forma de manifestação do transcendente
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Causa profunda do colapso psíquico de Nietzsche no conflito entre energia e limites
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A sensação de viver perigosamente como sintoma de uma máquina prestes a explodir
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O caso de Nietzsche serve como índice simbólico para o tipo humano em que a transcendência despertou, mas permanece descentrada, antecipando os temas fundamentais do existencialismo contemporâneo.
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Nietzsche como figura exemplar do despertar transcendente sem eixo
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Paralelismo entre a crise nietzschiana e as angústias do pensamento existencial
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Necessidade de uma demarcação clara para o homem que possui outra constituição
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Para aqueles que seguem o caminho da afirmação absoluta sem a raiz tradicional, a única solução salvadora reside em uma ruptura ontológica de nível, onde o viver mais (mehr leben) seja transmutado em um mais que viver (mehr-als-leben).
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Possibilidade de mudança de polaridade em situações extremas
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Referência à expressão de Georg Simmel sobre a qualidade da vida superior
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Alcance de uma qualificação análoga à do tipo humano não moderno
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Tentativas contemporâneas de abertura à transcendência, como o interesse da Geração Beat pelo Zen, exigem uma iluminação súbita (satori) para evitar que o despertar de energias superiores no mundo sem Deus conduza inevitavelmente ao abismo.
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O Zen como referência para a ruptura de nível existencial
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Crítica ao romantismo dos “santos malditos” e criminosos angelicais
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O abismo como destino para a transcendência ativada sem direção
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A solução positiva definitiva consiste na transição do plano dionisíaco para uma superioridade espiritual simbolizada pelo ideal Apolíneo ou Olímpico, representando a antítese de qualquer regressão religiosa ou devocional.
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Superioridade espiritual como única via que não implica retrocesso
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Rejeição das “conversões” de intelectuais incapazes de sustentar a tensão niilista
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Caráter não devocional da solução proposta pelo homem de tradição