Para o princípio da recorrência, pode-se referir como esquema lógico aos chamados sistemas autorrepresentativos, como os apresentados por Dedekind e interpretados especulativamente por Royce, nos quais a realidade ou atualização de uma certa posição em si bem definida implica imediatamente sua repetição indefinidamente recorrente.
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A filosofia hegeliana está entre as que assumem o conceito de devir sem, no entanto, dar-lhe fundamento de valor, remetendo-se a uma espécie de necessidade racional de tipo espinosiano que é uma mera ficção.
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O esquema hegeliano é que quando o pensamento se aplica a um conteúdo particular, no esforço de elevá-lo à forma do absoluto, encontra o momento negativo, o “outro”, pelo qual aquele conteúdo cede, perpassa a outro em que, mediante a negação dialética, o limite é sempre mais respingado.
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A teoria fichtiana da oposição da “identidade absoluta” ao caráter finito do primeiro princípio ao segundo princípio das Grundlagen der gesamten Wissenschaftslehre é no fundo análoga à hegeliana.
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Em Fichte a geminação originária desses dois princípios é entendida como mistério e associada ao destacar-se do Logos de Deus, evocado no Evangelho de João.
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Quanto a Hegel, a questão dos problemas suscitados pela dedução das primeiras categorias de sua Logica mostra que a situação da problematicidade existencial e a posição da opção objetiva restam presssupostas, e tudo isso tem um motus que não procede inconvertivelmente da necessidade intrínseca da Ideia.
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J.C. Fichte, W.J. Schelling, Hegel, R. Dedekind e J. Royce são referidos em notas a propósito dessas questões.