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O estabelecimento de um paralelismo entre o físico e o metafísico, onde os atos do espírito se desenvolvem no corpo de ações e factos reais, aparecendo como a contrapartida oculta de aventuras guerreiras e competições desportivas.
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A coroação dessas provas por uma vitória verdadeira, onde a vitória material se torna a visibilidade de um facto espiritual correspondente que a determinou, aparecendo como um sinal real de uma iniciação e de uma mística epifania.
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O enfrentamento simultâneo, pelo guerreiro e pelo chefe, das Fúrias e da Morte materialmente e no interior, no espírito, sob a forma de emergências perigosas de poderes da sua natureza abissal, obtendo a vitória ao triunfar sobre elas.
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A aquisição de um sentido sagrado por toda a vitória nas tradições clássicas, sentindo-se manifestar bruscamente uma força mística que transformava e trans-humanizava o imperator, o herói ou o vencedor dos jogos sagrados.
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O costume guerreiro romano de erguer o vencedor sobre escudos, assimilados à abóbada celeste e consagrados a Júpiter, e a confusão do título de imperator com o de vencedor no século III.
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A cerimónia do triunfo como uma cerimónia sagrada em honra de Júpiter, onde o triunfador surgia como uma imagem viva do deus, depondo a sua coroa de louros no templo e utilizando um carro símbolo da quadriga cósmica de Júpiter.
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A clareza do simbolismo das Vitórias, valquírias ou entidades análogas que conduzem as almas aos céus, ou de um herói triunfante que recebe de Nike a coroa da indestrutibilidade olímpica, completando o que foi dito sobre a guerra santa.
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A aquisição, pela vitória, de um significado de imortalização semelhante ao da iniciação, apresentando-se como intermediária de uma participação no transcendente e da manifestação deste num corpo de potência.
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A remissão ao mesmo princípio da ideia islâmica de que os guerreiros mortos na jihâd nunca seriam realmente mortos.