O culto solar pré-histórico da raça ária não deve ser interpretado como uma forma inferior de idolatria naturalista, mas como a percepção dos fenômenos naturais enquanto símbolos de significados espirituais.
-
Rejeição da tese de que a humanidade antiga divinizava supersticiosamente a natureza.
-
Definição dos fenômenos sensíveis como suportes para a intuição de significados transcendentais.
-
Analogia entre a degeneração de cultos antigos e a bigotaria em populações incultas contemporâneas.
O curso anual do sol e o solstício de inverno representam um drama cosmôgico de extinção e renascimento da luz da vida, fundamentando festas sagradas milenares.
-
Significado das expressões landa ljome ou luz dos campos aplicadas ao astro solar.
-
Experiência dramática do solstício de inverno como ponto crítico nas regiões de clima ártico habitadas pelos ários originais.
-
Emergência do herói solar das águas e o reacender da luz após a escuridão e o frio mortal.
A árvore de Natal contemporânea é uma sobrevivência da tradição nórdico-ária da árvore do mundo que se ilumina no solstício com o dom da vida.
-
Simbolismo da conífera semper virens como representação da vida que não fenece no inverno.
-
Significado original das velas e dos dons como luz nova e força solar renascida.
-
Conexão mítica entre a árvore cósmica e a arbor imperii presente nas lendas de Alexandre o Grande.
A transição para a análise da romanidade antiga introduz a fundamentação histórica das correlações solares.
O mitraísmo representou uma formulação da religião ariano-iraniana adaptada à mentalidade guerreira romana, identificando o nascimento de Mitra com o solstício de inverno.
A relação entre Mitra e o Natal solar romano não constituiu uma alteração, mas um renovamento do calendário conforme os princípios cosmológicos primordiais de Rômulo e Numa.
O atributo de invictus conferido ao herói solar e aos Césares simboliza a vitória interior sobre a natureza mortal e a qualificação espiritual para a função de comando.
-
Transposição da qualidade de aniketos da divindade para o iniciado e para a figura do Imperador.
-
Concepção de Mitra como fautor imperii, estabelecendo o nexo entre simbolismo solar e as ideias de realeza e império.
-
Definição da solaridade como marca de uma humanidade superior ou super-humanidade.
A força triunfal mística da victoria Caesaris reflete as tradições ariano-iranianas do hvareno, a força solar de invencibilidade que investe os chefes.
Efígies e inscrições da Roma antiga testemunham um mandato divino solar que fundamentava a função imperial e a dominação universale.
-
Representações do deus Sol portando o globo ou transmitindo-o ao imperador com a legenda Sol conservator orbis.
-
Presença da svastika e da inscrição soli invicto comiti em medalhões imperiais.
-
Associação do Sol Sanctissimus com a Águia, animal fatídico de Roma e condutor das almas imperiais aos céus.
A estrutura da semana e a simbologia da luz no cristianismo primitivo preservam fragmentos da sabedoria solar ária original.
-
Etimologia de termos como Sonntag ou Sunday como dia do sol, originalmente o dia do mestre.
-
Persistência do simbolismo da lux vera e da gloria no Evangelho de João.
-
União do símbolo solar à cruz em monumentos do primeiro período românico.
A tradição comum aos povos ários e a Roma antiga unificava as dimensões religiosa, heroica e cosmográfica sob o mistério da ressurreição e do império.