O ovo como imagem do cosmos recebe nos textos helenísticos o nome de λίθον τὸν οὐ λίθον, sendo descrito por Braccesco como pedra que não é pedra, presente em toda parte, vil e preciosa, oculta e manifesta, caos ou espírito sob forma corporal que, todavia, não é corpo.
-
Pedra paradoxal e ubíqua.
-
Unidade de base e preciosidade.
-
Espírito em forma de corpo.
-
Síntese enigmática atribuída a Zósimo.
-
Essa Pedra hermética, ligada aos “Senhores do Templo” (οἰκοδεσπότες) e aos “Guardiães dos Espíritos” (ϕύλαξ πνευμάτων), constitui o grande mistério divino e o objeto buscado, sendo o Todo do qual tudo procede e pelo qual tudo se realiza.
-
Princípio de dupla natureza e essência única.
-
Atração e dominação recíprocas.
-
Identificação com a água luminosa ou prata viva.
-
A Água divina descrita como não metálica, não mero movimento perpétuo nem simples corporeidade, é indomável, dotada de caminho, espírito e poder de destruição, sintetizando a essência do mistério hermético.
-
Água que foge e é atraída por seus próprios elementos.
-
Natureza difícil de contemplar.
-
Possui força dissolvente e transformadora.