O ponto decisivo encontrou expressão em passagens não canônicas do Evangelho de inspiração misteriosófica e gnóstica: o Salvador declara vir “para terminar a obra da mulher, isto é, da cobiça, obra da procriação e da morte”, e responde que os homens morrerão enquanto as mulheres derem à luz, aludindo ao fim quando “os dois se tornarem num só, e o homem e a mulher nem homem nem mulher”.
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O capítulo resume os pontos de referência essenciais da metafísica do sexo: o sentido metafísico do eros como tendência à reintegração e ao estado não-dual; sua inserção num conjunto mais vasto de formas de mania capazes de suspender a condição humana; a distinção entre mania determinada pelo nível inferior e pelo alto; a metafísica da sobrevivência na espécie como deslocação involutiva da vontade de ser absoluto.
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A metafísica forneceu também a chave da biologia nas fases involutivas mais avançadas, tanto na sexualidade animal quanto nas compensações do homem comum na vida sexual socializada.
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O mito de Porus e Pénia permite pressentir a estrutura de força que, em sua privação incurável e sem fim, alimenta o ciclo eterno da procriação ao qual conduz, no signo do bios, o impulso do ser eternamente fraturado.
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Esses dados orientarão a análise dos aspectos variados e das formas mistas da fenomenologia do Eros, profano e sacral, integrada numa consideração sobre a mitologia do homem e da mulher e em indicações sobre as técnicas de magia sexual.