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A completa ignorância pela psicanálise destes horizontes da superconsciência e da personalidade no verdadeiro sentido.
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A redução da sua psicologia das profundezas a um roçar incerto da questão, que deforma o que toca, em vez de se desenvolver numa psicologia transcendental.
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A redução da sua moralidade, no melhor dos casos, a um misticismo do instinto e do irracional, e da sua visão da vida a um mero naturalismo.
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A limitação da psicanálise a levantar um alarme e a colocar um problema para o homem moderno, sem nada fazer para a formação da superconsciência que possa verdadeiramente resolvê-lo.
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A apresentação de um dos espetáculos mais lastimáveis ou mais preocupantes quando pressiona as suas fronteiras e pensa-se capaz de lançar luz sobre o primordial e o arcaico.
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A criação da psicanálise ortodoxa por um judeu e a percentagem excessivamente alta de judeus entre os psicanalistas, com a consequência que cada pessoa entender, dependendo do seu ponto de vista sobre a questão judaica.
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A existência, no fundo da psicanálise como fenômeno geral, de uma Schadenfreude, um prazer maligno em desmoralizar e contaminar, aplicado não só aos outros e ao mundo espiritual, mas também a si mesmo na visão geral da vida.
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A caracterização da psicanálise como o contrapartida do mito darwiniano, manifestando a mesma tendência, o mesmo prazer inconsciente em reduzir o superior ao inferior, o humano ao animal e ao primitivo-selvagem.
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A consideração da psicanálise como um símbolo, um signo dos tempos, cabendo ao homem ocidental provar amanhã se este mito psicanalista será verdadeiro ou falso.