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A indicação de que a natureza, no seu sentido amplo e completo, não se reduz ao mundo físico conhecido pelos sentidos e mensurado pelas ciências exatas, sendo esta apenas uma imagem que se forma em relação à personalidade humana numa certa fase do seu desenvolvimento.
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A percepção da natureza em si mesma no ponto onde o sentido de exterioridade e o estado de consciência lúcida se atenuam, sendo substituídos por estados em que objetivo e subjetivo, interior e exterior, se confundem.
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O início, neste ponto, dos primeiros domínios de um mundo invisível e psíquico, que é eminentemente natureza e não sobrenatureza.
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A identificação do caminho de regressão à natureza através do recuo da consciência pessoal formada para o subconsciente, via sensações orgânicas obscuras, emergência de complexos e automatismos psíquicos, descendo até às profundezas do subconsciente físico.
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A referência a pesquisas recentes sobre a neutralização progressiva do córtex cerebral, que leva ao desaparecimento dos conceitos de espaço, tempo e causalidade, e ao limiar das funções subconscientes e da vida vegetativa, onde termina a pessoa e começa o impessoal, a natureza.
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A interpretação dos génios, espíritos dos elementos e deuses da natureza da antiguidade como dramatizações de experiências psíquicas obscuras de contacto com forças, de modo análogo aos sonhos.
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A ligação dos fenômenos de clarividência natural ou sonambulia à neutralização do cérebro e à dependência de uma consciência reduzida ligada ao sistema nervoso simpático.