-
A correspondência, antigamente, de determinadas influências, frequentemente dadas sob a forma de entidades ou gênios, a cada direção do espaço.
-
A utilização deste conhecimento como base para aspectos importantes da ciência augural e da geomancia, para a doutrina das orientações sagradas no rito e para a disposição dos templos, como a orientação das catedrais até à Idade Média.
-
A não equivalência de nenhum ponto, região ou lugar do espaço tradicional a outro, levando à escolha de locais específicos, como cavernas ou altas montanhas, para certos ritos.
-
A existência de uma verdadeira geografia sacra, não arbitrária, mas em conformidade com transposições físicas de elementos metafísicos.
-
A teoria das terras e das cidades santas, centros tradicionais de influências espirituais na terra, e ambientes consagrados para vitalizar a ação orientada para o transcendente.
-
A fundação não casual de templos e cidades, obedecendo a leis especiais de ritmo e de analogia e sendo antecedida de vários ritos.
-
A caracterização do espaço do rito tradicional como um espaço vivo, fatídico, magnético, em que cada gesto, cada sinal traçado, cada palavra pronunciada e cada operação realizada recebe um sentido de inevitabilidade e de eternidade e se transforma num decreto para o invisível.
-
A consideração do espaço do rito como uma fase mais intensiva da própria sensação geral do espaço que sentia o homem tradicional.