A concepção tradicional do tempo como qualidade, ritmo e ciclo, em oposição ao tempo linear e quantitativo do homem moderno
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A indicação fundamental de que o tempo das civilizações tradicionais não é um tempo histórico linear, estando imediatamente ligado ao que é superior ao tempo.
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A definição do tempo moderno como uma ordem irreversível de acontecimentos sucessivos, homogéneos e medíveis, onde existe uma indiferença recíproca entre o tempo e os seus conteúdos.
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A perda do caráter tradicional do tempo nas concepções científicas recentes, como as de Minkowski ou de Einstein, onde o tempo se transforma numa ordem matemática absolutamente indiferente aos acontecimentos.
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A experiência tradicional do tempo como uma qualidade e um ritmo que se fractura em ciclos e períodos, dos quais cada momento tem um significado, um valor específico, uma individualidade e uma funcionalidade.
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A representação dos ciclos ou períodos, como o grande ano caldeu e helênico, o saeculum etrusco-latino, o eon irânico, os sóis aztecas e os kalpa hindus, como desenvolvimentos completos que formam unidades fechadas e perfeitas, idênticas umas às outras.
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A repetição dos ciclos como uma série de eternidades, conforme a expressão de Hubert-Mauss, que cita a divisão caldeia da eternidade do universo em grandes anos onde se reproduziriam os mesmos acontecimentos.
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A personificação de certos períodos de tempo em divindades como expressão da ideia do ciclo como um todo orgânico.