O caráter anti-sobrenatural do teosofismo e a sua inclinação para o coletivo e o promíscuo
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A falta de qualquer visão verdadeiramente sobrenatural no teosofismo, contrastando com o dualismo afirmado por todas as civilizações superiores.
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A abolição da oposição entre a série ilimitada de possibilidades subordinadas ao devir e ao desejo e a verdadeira libertação, colocando os dois termos no mesmo plano.
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A concepção do objetivo supremo como o fim de um desenvolvimento “evolucionista” através de uma série ilimitada de renascimentos no mundo condicionado.
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A redução do “espiritualismo” teosofista a um apêndice místico das utopias do progresso social coletivo, merecendo antes o nome de pecuária do que de ética.
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O adormecimento propiciado pela crença num “ego” imortal, que afasta a alternativa entre a salvação ou a perdição a ser resolvida nesta existência.
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A revelação do espírito anti-sobrenaturalista no princípio da imanência de uma “Vida Única” em todas as formas e seres, e na ideia de uma renúncia à divindade primitiva para a reconquistar através da luta e das experiências na “matéria”.
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A confusão grave entre o Uno promíscuo panteísta e o Uno metafísico, que é o ápice integrador de um todo diferenciado e ordenado.
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A substituição da lei viril da hierarquia, da diferença e da casta pelos ideais democráticos de fraternidade, amor, igualdade, solidariedade universal e nivelamento dos sexos e das classes.
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A constituição da corrente teosofista, juntamente com outras correntes “espiritualistas” afins, como um fator de regressão para o coletivo e o promíscuo na crise da civilização contemporânea.