Os dois aspectos da dependência do homem em relação à terra: o natural e o sobrenatural
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A distinção, no plano da doutrina, de dois aspectos desta dependência: um natural e outro sobrenatural, correspondendo à distinção entre o totemismo e a tradição de um sangue patrício purificado.
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O primeiro aspecto, concernente aos seres que nada levam para além da vida imediata, onde predomina o coletivo, seja como lei do sangue e da estirpe, seja como lei do solo.
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A manifestação do sentido místico da região a um nível meramente telúrico, com ritos de caráter demoníaco-totêmico que reforçam a dissolução do indivíduo na estirpe subpessoal do seu sangue.
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O acompanhamento deste estádio por um regime quase comunista, por vezes matriarcal, e pela existência do sentido orgânico e vivo da própria terra.
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O segundo aspecto, onde entra em jogo a ideia de uma verdadeira ação sobrenatural que ligou a um território uma influência superior, afastando o elemento demoníaco-telúrico e impondo-lhe uma marca triunfal.
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A expressão desta ideia na convicção dos antigos iranianos de que a glória, o fogo celeste, impregna e domina as terras que a raça ariana conquistou e possui.