Quando os hermai têm quatro cabeças, traduzem, como o Jano quadrifrons, o irradiamento do sagrado em direção aos quatro pontos cardeais ou às quatro regiões do espaço, fazendo remontar às estelas tetragonais e ao símbolo cruciforme de importância assinalada ao fim do neolítico; o Hermes tricéfalo, um pouco mais raro, remete, por sua origem, à tríade lunar, assim como Hécate tricéfala, mostrando como as concepções iniciáticas do neolítico se cristalizaram em diversas regiões gregas em torno de Hermes, por ser este, desde suas origens, um dos grandes protótipos antigos do homem iniciado; é o Hermes tricéfalo que, vivificado por Hermes-Thot, se tornará, na época greco-romana, Hermes Trismegisto.