A ocultação da energia divina ocorre não apenas no espaço, mas também no tempo, gerando um paralelismo entre ciclos temporais e regiões espaciais nas tradições antigas.
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Sistemas quaternários de idades do mundo ou ciclos de sete e doze períodos derivam da aplicação dos números sagrados à dimensão temporal.
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Segmentações baseadas em castas sociais ou sistemas decimais entremesclam-se aos esquemas arcaicos sem invalidar a ideia fundamental da atividade divina encoberta.
A ideia de uma atividade metafísica manifestada através do véu do espaço-tempo constitui o legado da tradição primitiva transmitido via símbolos cruciformes.
A datação precisa do surgimento desses signos permanece indeterminada devido à ausência de pesquisas arqueológicas nas regiões de origem das primeiras civilizações.
O símbolo do coração na pré-história corresponde ao ponto central da cruz, representando a identidade ontológica com a luz primordial e a fonte eterna de energia.