Uma questão final é o objetivo dos inspiradores do modern spiritualism, que parece ter sido o de combater o avanço do materialismo, chamando a atenção para fenômenos que ele não podia explicar; no entanto, mesmo considerando essa motivação, é possível que o movimento tenha rapidamente escapado ao controle de seus criadores, degenerando em uma vulgarização que combateu um erro por outro, ou que essa tenha sido uma estratégia deliberada de uma política que utiliza o erro como contrapeso, reservando a verdade para poucos.
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A definição do provável objetivo dos inspiradores: lutar contra a invasão do materialismo, opondo-lhe um contrapeso no seu próprio terreno, o que só teria sentido na época moderna.
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A ressalva de que há diferentes tipos de iniciados, alguns dos quais professavam teorias materialistas de tipo alargado, o que explica possíveis contradições e oposições entre escolas.
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A consideração de que o movimento pode ter desviado ao se popularizar, escapando ao controle dos seus inspiradores e assumindo um caráter diverso das intenções iniciais.
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A hipótese de que os promotores, mesmo prevendo as consequências, possam ter considerado o espiritismo um mal menor em comparação com o materialismo, ou que a coexistência de dois erros opostos fosse preferível à expansão de um só.
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A possibilidade de que diferentes correntes de ideias tenham tido uma origem análoga, servindo a um jogo de equilíbrio característico de uma política muito especial, que não se atém às aparências.
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A referência ao adágio vulgus vult decipi, ergo decipiatur, como um traço dessa política que reserva a verdade para si e espalha erros considerados oportunos.
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A contraposição dessa atitude com a de dizer a verdade para quem é capaz de compreendê-la, sem se preocupar com os outros, ambas possivelmente justificáveis em diferentes casos.
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A conclusão de que essas são apenas possibilidades deduzidas, sem pretensão de resolver completamente todas as questões, mas afirmando-se que foi dito mais sobre o assunto do que jamais se dissera até então.