A intenção não é limitar-se a uma crítica puramente negativa, mas sim aproveitar a ocasião para expor certas verdades a partir de um ponto de vista fundamentalmente diferente do da maioria dos autores, inspirado nos dados da metafísica pura tal como conhecida pelas doutrinas orientais.
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A possibilidade de, mesmo com indicações sumárias, fazer entrever questões ignoradas que possam abrir novos caminhos de pesquisa àqueles que souberem apreciar o seu alcance.
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A prevenção de que o ponto de vista adotado é muito diferente, sob muitos aspectos, daquele da maioria dos autores que trataram do espiritismo, inspirando-se sempre nos dados da metafísica pura para refutar erros sem se colocar em seu próprio terreno.
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A convicção da necessidade de uma direção doutrinal, de ordem metafísica, da qual nunca se deve afastar para tocar impunemente em certas coisas, evitando discussões infindáveis e desvios.
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A afirmação de que, embora a obra não seja propriamente metafísica em todas as suas partes, há mais metafísica verdadeira na sua inspiração do que em tudo a que os filósofos dão esse nome, sendo esta uma metafísica que nada tem a ver com as sutilezas filosóficas.
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A garantia de que o estudo não terá o rigor de um exposé exclusivamente doutrinal, mas será constantemente guiado por princípios de absoluta certeza, sem os quais é fácil perder-se nos labirintos do mundo inferior.