O fascínio dos orientalistas ocidentais pelo budismo deve-se, em parte, à sua natureza de desvio da mentalidade oriental, o que o torna mais acessível aos moldes de pensamento europeus.
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A preferência acadêmica pelo budismo serviu, em certos casos, como instrumento para promover um sentimento anticristão na Europa.
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Emile Burnouf e Léon de Rosny são citados como figuras cujas obras e esforços contribuíram para a propagação de visões budistas adaptadas aos interesses ocidentais.
A Sociedade Teosófica empreendeu esforços sistemáticos para anexar e dirigir o budismo exotérico, estabelecendo escolas e publicando manuais doutrinários sob sua supervisão.
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Henry Steele Olcott publicou o Catecismo Budista em 1881, obtendo a aprovação de H. Sumangala, a quem atribuiu o título de Grão-Sacerdote.
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Olcott arrogou para si a missão de reconciliar as igrejas budistas do Norte e do Sul, fundamentado em supostas revelações de suas vidas passadas como o rei Ashoka.
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C. Jinarajadasa afirmou possuir autoridade delegada pelo Grão-Sacerdote de Colombo para admitir europeus na religião budisatva, evidenciando o uso de organizações auxiliares para a propaganda teosofista.