Os teosofistas olham com desdém para os espíritas, considerando-se uma elite esotérica, mas essa postura é injustificada, pois suas próprias ideias são, em grande parte, originárias do espiritismo e seus fundadores, incluindo Charles Leadbeater, eram espíritas antes de se converterem.
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A postura de desdém dos teosofistas em relação aos espíritas é motivada por suas pretensões esotéricas, que os colocariam em uma posição hierárquica superior em relação à democracia do movimento espírita.
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O proselitismo teosofista contradiz o princípio do esoterismo, que deveria ser reservado a uma elite, aproximando-os, na prática, dos métodos dos espíritas.
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O desdém é injustificado porque a maioria das ideias teosofistas foi emprestada do espiritismo, e muitos de seus líderes, como Charles Leadbeater, eram espíritas atuantes antes de se juntarem à Sociedade Teosófica.
Uma tentativa de Annie Besant de se aproximar e aliar-se aos espíritas, em 1898, revelou-se um exercício de má-fé e uma manobra política para cooptar o movimento, distorcendo a história das relações entre as duas correntes e negando as declarações antiespíritas anteriores.
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Annie Besant, em discurso na “Aliança Espiritualista” de Londres, buscou uma aproximação com os espíritas, afirmando que ambos os movimentos provinham da mesma fonte oculta de Adeptos.
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Ela reinterpretou a história, alegando que a Sociedade Teosófica e o movimento espírita deveriam ter trabalhado em conjunto e que a ruptura se deu por um mal-entendido, quando na verdade Helena Blavatsky sempre condenou o espiritismo.
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Para agradar aos espíritas, Annie Besant chegou a negar as posições de Helena Blavatsky e de William Judge, afirmando que a maioria dos fenômenos espíritas provinha dos desencarnados e não de “coques”, uma mentira flagrante.
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A iniciativa de Annie Besant foi uma “política” para cessar os ataques dos espíritas ao teosofismo e, a longo prazo, preparar uma absorção do movimento “espiritualista”, o que não obteve sucesso.