Apesar das evidências em contrário, os chefes teosofistas, como Annie Besant, continuam a afirmar que a Sociedade não ataca nenhuma religião e que seus ensinamentos ajudam os fiéis a compreenderem melhor sua própria fé, uma estratégia para se apresentarem como uma missão pacificadora.
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Annie Besant declarava que a Sociedade não afasta os homens de suas religiões, mas os encoraja a buscar alimento espiritual em sua própria fé, combatendo a superstição e o materialismo.
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Charles Leadbeater comparou a Sociedade Teosófica a uma “missão” que percorre as diferentes “paróquias” religiosas (as religiões constituídas), não para desviar os fiéis, mas para fazê-los compreender melhor sua própria religião.
A nova doutrina apresentada por Charles Leadbeater, que atribui a fundação de todas as religiões a um departamento da “Grande Loja Branca” chefiado pelo Bodhisattwa, eleva as pretensões da Sociedade Teosófica a um nível ainda mais extravagante, colocando-a como a conhecedora da origem de todas as fés.
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Todas as religiões teriam se originado na “Fraternidade da Loja Branca”, que constitui o verdadeiro governo do mundo, onde existe um “departamento de Instrução religiosa”.
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O chefe desse departamento, o Bodhisattwa, teria fundado todas as religiões, seja pessoalmente ou por meio de um discípulo, adaptando seus ensinamentos a cada época e povo.
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Charles Leadbeater atribui os grandes movimentos históricos e culturais, como a Reforma de Tsong-khapa, o movimento de Christian Rosenkreutz, a Renascença, e até a fundação da Sociedade Real de Ciências, a esforços especiais, realizados a cada século, pela “Loja Branca” para ajudar a humanidade.