O traço característico da mentalidade moderna que servirá de ponto central ao estudo é a tendência a reduzir tudo ao ponto de vista quantitativo, tendência fundamental que traduz as condições da fase cíclica atual, o “reino da quantidade”, que é a expressão do movimento de “descida” que afasta gradualmente do princípio ao longo de um Manvantara, tendo a quantidade pura como limite inferior jamais atingido, e é em virtude da lei da analogia que o ponto mais baixo é um reflexo obscuro ou uma imagem invertida do ponto mais alto.
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A tendência a reduzir tudo ao ponto de vista quantitativo, tão marcada nas concepções científicas e na organização social dos últimos séculos, é um dos traços mais visíveis e fundamentais da mentalidade moderna, podendo a época ser definida como o “reino da quantidade”.
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Esta tendência traduz rigorosamente as condições da fase cíclica a que a humanidade chegou nos tempos modernos, sendo a que conduz logicamente ao termo da “descida” que se efetua, com velocidade sempre acelerada, do começo ao fim de um Manvantara.
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A “descida” é o afastamento gradual do princípio, inerente a todo processo de manifestação, e, no nosso mundo, o ponto mais baixo reveste o aspecto da quantidade pura, desprovida de toda distinção qualitativa, limite que, no percurso do ciclo, jamais pode ser atingido.
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Em virtude da lei da analogia, o ponto mais baixo é como um reflexo obscuro ou uma imagem invertida do ponto mais alto, donde resulta que a ausência mais completa de todo princípio implica uma espécie de “contrafação” do princípio mesmo.
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Esta observação ajuda a compreender as enigmas do mundo moderno, que, para se manter, precisa negá-las, pois se os contemporâneos pudessem ver o que os dirige e para onde tendem realmente, o mundo moderno cessaria de existir.
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Até que o ponto de paragem da “descida” seja atingido, estas coisas só poderão ser compreendidas pelo pequeno número dos que preparam os germens do ciclo futuro, aos quais exclusivamente se dirige a exposição.