A unidade principial, embora absolutamente indivisível, contém eminentemente a plenitude qualitativa de todas as essências, ao passo que a descida na manifestação implica progressiva limitação e simplificação até a pura quantidade.
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Na unidade encontram-se transformadas e plenificadas todas as qualidades, livres de separatividade.
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A manifestação impõe condições limitativas próprias de cada estado ou modo.
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A descida para níveis inferiores restringe as possibilidades e simplifica a essência dos seres.
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A simplificação culmina na quantidade pura, com supressão de toda determinação qualitativa.
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A aplicação dessa simplificação ao domínio espiritual manifesta-se exemplarmente no Protestantismo.
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No Protestantismo observa-se supressão de ritos, primazia da moral sobre a doutrina e redução desta a fórmulas rudimentares.
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O Protestantismo constitui a única produção religiosa do espírito moderno, já orientado por tendências antitradicionais.
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A substituição da religião pela “religiosidade” sentimental é considerada progresso e espiritualização, mas resulta em vacuidade.
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A alegada “simplicidade primitiva” invocada por reformadores encobre inovações e contradições com a ideia de progresso.
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O germe contém virtualmente todas as possibilidades do ser, revelando complexidade qualitativa originária.
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A tradição contém desde a origem a totalidade da doutrina e de seus desenvolvimentos legítimos.
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As intervenções humanas apenas restringem, diminuem ou desnaturam a tradição, caracterizando a obra dos “reformadores”.