A pesquisa histórica profana encontra barreiras no tempo, pois seu ponto de vista moderno limita o acesso às fases antigas, tornando relativa a antiguidade conhecida e instável a cronologia quando se recua além do horizonte comparativo do presente.
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Uma primeira barreira situa-se por volta do século VI antes da era cristã.
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A história assim concebida abrange apenas uma antiguidade relativa.
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Escavações recuam mais, mas sem cronologia segura, com divergências de séculos ou milênios.
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Civilizações mais remotas não se tornam inteligíveis por falta de termos de comparação atuais.
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Mesmo a antiguidade clássica e a Idade Média são deformadas por historiadores modernos.
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Achados mais antigos não ultrapassam aproximadamente o início do Kali-Yuga, que constitui segunda barreira.
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Uma terceira barreira corresponderia ao último grande cataclismo, a desaparecimento da Atlântida.
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Antes de ultrapassar esse ponto, o mundo moderno teria tempo de desaparecer.
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Discussões profanas sobre idade de ouro, tradição primordial e dilúvio são vãs por estarem fora de alcance.
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A negação moderna decorre de investigações fundadas em ponto de vista falso e estreito.
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A pretensa superioridade moderna equivale à cegueira que negaria a existência da luz.