As moedas antigas eram revestidas de símbolos tradicionais de sentido profundo, como entre os Celtas sob influência dos Druidas, o que demonstra a inexistência do ponto de vista profano nas civilizações tradicionais.
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Os símbolos celtas nas moedas remetem a conhecimentos doutrinais próprios dos Druidas.
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A intervenção de autoridade espiritual na cunhagem confirma seu caráter não profano.
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Diversas tradições consideravam a moeda portadora de influência espiritual.
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Lemas religiosos persistiram até tempos recentes como vestígio dessa concepção.
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A eliminação desses lemas acompanhou a redução da moeda a signo puramente material e quantitativo.
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O controle da autoridade espiritual sobre a moeda persistiu no Ocidente até o fim da Idade Média, e acusações de alteração do teor monetário revelam que o poder temporal não dispunha livremente dela.
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A alteração do teor monetário era considerada crime grave.
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Tal gravidade indica prerrogativa da autoridade espiritual sobre a legitimidade monetária.
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A moeda não possuía apenas valor convencional ou material.
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A usurpação dessas prerrogativas comprometia a própria estabilidade do poder real.
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Historiadores profanos ignoram esses aspectos superiores da questão monetária.
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A profanação progressiva das coisas reduziu-as ao aspecto quantitativo, transformando a existência humana na mediocridade da vida ordinária e encerrando o homem no horizonte limitado do ponto de vista profano.
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A moeda tornou-se exemplo extremo da redução à quantidade pura.
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A indústria moderna, de caráter eminentemente quantitativo, reforça essa limitação.
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O homem é cercado por produtos industriais que restringem sua percepção.
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Objetos tradicionais serviam simultaneamente ao uso prático e como suportes de meditação.
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Cada objeto tradicional podia elevar o indivíduo segundo suas capacidades.
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A concepção moderna rompe essa ligação e reduz o objeto a coisa morta.
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A degenerescência qualitativa manifesta-se na avaliação dos objetos e das pessoas apenas por seu preço ou riqueza, reduzindo os termos estimar e valor ao sentido quantitativo.
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O julgamento dos objetos baseia-se quase exclusivamente em seu custo.
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A estima das pessoas passa a fundar-se na riqueza.
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A filosofia dos valores pressupõe possibilidade de conceber tudo quantitativamente.
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O moralismo associa-se ao ponto de vista quantitativo.
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A linguagem degenera ao evocar apenas ideias numéricas.
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A perda de garantia superior da moeda acarretou diminuição constante de seu poder de compra, conduzindo-a à possível dissolução final como consequência extrema da redução à quantidade pura.
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A moeda aproxima-se de limite em que perde razão prática de existência.
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A quantidade pura situa-se abaixo da existência manifestada.
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A redução extrema conduz à dissolução.
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A segurança da vida ordinária revela-se precária.
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A tendência universal à quantidade culmina na dissolução final do mundo atual.