A mentalidade moderna, produto de uma sugestão coletiva que formou o espírito antitradicional, encontra-se em um momento crítico onde a reação contra o seu próprio desequilíbrio é habilmente desviada pela falsificação da ideia tradicional, aproveitando-se da ignorância gerada na fase negativa para oferecer substitutos ilusórios que neutralizam qualquer restauração efetiva.
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A mentalidade moderna, em seus traços específicos, é fruto de uma vasta sugestão coletiva que, ao longo de séculos, desenvolveu progressivamente o espírito antitradicional.
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No momento atual, o estado de desordem e desequilíbrio resultante dessa sugestão torna-se tão aparente que uma “reação” pode surgir, coincidindo com o fim da fase negativa da devoção moderna, marcada pelo domínio da mentalidade materialista.
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A falsificação da ideia tradicional, possibilitada pela ignorância gerada na fase negativa, atua para desviar essa “reação”, pois, tendo a verdadeira tradição sido destruída, os que a procuram aceitam facilmente falsas ideias apresentadas em seu lugar e sob seu nome.
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Embora alguns reconheçam terem sido enganados pelas sugestões antitradicionais e critiquem a “civilização” atual, os meios que propõem para remediar os males são infantis e desproporcionais, como projetos “escolares” ou “acadêmicos”, sem qualquer conhecimento de ordem profunda.
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Esse esforço, por mais louvável que seja, pode ser facilmente desviado para atividades que, a despeito das aparências, contribuem para aumentar a desordem e a confusão da “civilização” que pretendem corrigir.