Exemplos característicos do procedimento sincrético são a pretensa “tradição oriental” dos teosofistas e a “tradição ocidental” dos ocultistas, ambas constituídas por terminologias mal compreendidas e ideias modernas, bem como a apropriação do nome de tradições extintas, como no caso das múltiplas organizações que se intitulam “rosacrucianas”, todas em contradição entre si e usurpando um nome cuja tradição autêntica pertence ao passado.
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A pretensa “tradição oriental” dos teosofistas foi constituída pelo procedimento sincrético, com terminologia oriental mal compreendida e mal aplicada.
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Os ocultistas franceses, por oposição, edificaram uma pretensa “tradição ocidental” do mesmo gênero, com elementos como os da Cabala, interpretados de maneira especial, e apresentaram seu “sincretismo” como uma “síntese”.
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Os teosofistas tinham à sua origem influências enigmáticas, enquanto os ocultistas sabiam que sua obra era apenas de algumas individualidades, embora algo mais possa ter-se introduzido posteriormente.
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Denominações como “tradição oriental” ou “tradição ocidental” são vagas demais para designar formas tradicionais definidas, pois há formas múltiplas tanto no Oriente como no Ocidente.
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Outros grupos apropriam-se do nome de alguma tradição que realmente existiu, completando os fragmentos que conhecem com elementos imaginários, mas o exame revela sempre o espírito moderno e as mesmas “ideias diretrizes”, evidenciando a contrafação.
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As numerosas organizações que se intitulam “rosacrucianas” são um exemplo de usurpação do nome de uma tradição que pertence ao passado, sendo todas contraditórias entre si e igualmente ilegítimas.
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O caso da pretensa “Grande Loja Branca” é diferente, pois tal denominação nunca teve caráter tradicional autêntico, podendo servir de “máscara” para algo que, se existir, não é do lado iniciático.