Para que a imitação por reflexo inverso seja completa, podem constituir-se centros unicamente “psíquicos” (não espirituais) aos quais se ligam as organizações da “contra-iniciação”, centros que, situados no domínio mais próximo da dissolução caótica, estão frequentemente em luta entre si, dando uma impressão de confusão e incoerência, e que, na sua pretensa oposição ao espírito, revelam a “tolice do diabo”: iludem-se ao crer opor-se àquilo a que, na realidade, estão subordinados, sendo instrumentos, ainda que involuntários, do “plano divino”, necessários à ordem total do mundo em seu ciclo de manifestação.
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Para que a imitação por reflexo inverso seja completa, podem constituir-se centros “psíquicos” aos quais se ligam as organizações da “contra-iniciação”, imitando as aparências exteriores dos centros espirituais.
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Esses centros, por estarem no domínio mais próximo da dissolução “caótica”, onde as oposições se dão livre curso na ausência de um princípio superior harmonizador, estão frequentemente em luta entre si, dando uma impressão de confusão e incoerência que é uma “marca” característica.
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Eles só se acordam negativamente para a luta contra os verdadeiros centros espirituais, no que se refere ao domínio que não ultrapassa os limites do estado individual.
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Nisso reside a “tolice do diabo”: os representantes da “contra-iniciação” têm a ilusão de se opor ao espírito, mas estão, de fato, subordinados a ele, quer queiram quer não.
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Eles são utilizados, contra seu grato, para a realização do “plano divino no domínio humano”, desempenhando o papel que convém à sua própria natureza, mas são conscientes apenas de seu lado negativo e inverso, o que os faz cair nas “trevas exteriores”.
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Considerados em relação ao conjunto do mundo, eles são necessários à ordem total, como instrumentos “providenciais” da marcha do mundo em seu ciclo de manifestação, pois todos os desordens parciais concorrem para essa ordem.
A constituição de uma “contratradição”, possível graças à natureza da “contra-iniciação”, será eminentemente instável e quase efêmera, mas constitui, em si mesma, a mais temível das possibilidades, sendo o objetivo real e constantemente visado pela “contra-iniciação” após a preparação obrigatória da “antitradição” negativa, restando examinar as modalidades prováveis de sua realização a partir dos indícios concordantes atuais.
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Estas considerações ajudam a compreender como a constituição de uma “contratradição” é possível, mas também por que ela será eminentemente instável e quase efêmera, embora seja, em si mesma, a mais temível das possibilidades.
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Esse é o objetivo que a “contra-iniciação” sempre se propôs, e a “antitradição” negativa foi a preparação obrigatória para ele.
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Resta examinar, a partir de diversos indícios concordantes, as modalidades prováveis da realização dessa “contratradição”.