A casa dos Sré, no Vietnã, fundamenta-se na lei de “Fazer como o Espírito modela”, reproduzindo formas tradicionais ensinadas pelos Espíritos diretores, e sua construção, desde a escolha do local à consagração final, é uma continuação da obra criadora dos Espíritos, integrando o homem na ordem imutável.
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A lei fundamental da arte da construção é “Fazer como o Espírito modela”.
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O artesão Sré reproduz formas tradicionais ensinadas pelos Espíritos diretores.
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O mito de origem da casa Sré envolve o ensinamento das técnicas pelos Espíritos e pelos térmitas.
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A construção é uma continuação da obra criadora dos Espíritos.
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Agir em comunhão com a natureza permite ao Sré situar-se na Ordem imutável.
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A construção da casa Sré é um ritual que começa com a escolha do local propício por meio de um oráculo com folhas de bananeira e grãos de arroz, prossegue com a edificação no período seco e culmina na consagração, onde o chefe de família, com um tição, percorre a casa para iniciá-la como guardiã do fogo, seguindo-se libações, oferendas e o sacrifício de um frango.
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A escolha do local para construir a casa é feita por um oráculo com folhas de bananeira e grãos de arroz.
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A construção começa no período seco, entre o fim das colheitas e o novo ciclo agrário.
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Na consagração, o chefe de família percorre a casa com um tição de pinho para iniciá-la como guardiã do fogo.
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Libações de água, oferendas de cerveja e arroz são feitas aos Espíritos.
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O sacrifício de um frango, com o sangue friccionado no batente da porta, assegura a estabilidade da casa.
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A casa Sré é o local do culto familiar e agrário, onde se realizam ritos de participação do Espírito Lar (Yaang hiiu) e da própria casa, como oferendas de cerveja no batente da porta e, na Festa do Renovamento, a unção da porta e dos moradores com uma pasta que simboliza a comunhão dos reinos da natureza e a participação consciente da casa no ritmo vital.
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A casa é o local do culto familiar e agrário.
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Nas festas, há ritos de participação do Espírito Lar e da casa.
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A primeira medida de cerveja é vertida no batente da porta, convidando o Espírito para a festa.
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Na Festa do Renovamento, uma pasta de terra e plantas é ungida na porta e nos moradores, simbolizando a comunhão da natureza e a participação da casa no ritmo vital.
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A casa Sré é a figura (ruup) do Espírito Lar, assim como o corpo é a figura da alma.
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O caráter sagrado da casa Sré é tão intenso que ela é considerada inviolável, não possuindo fechaduras de segurança, e qualquer violação acidental exige um sacrifício de reparação para reconsagrá-la, sendo a beleza dessas moradas o resultado da presença de um elemento espiritual que gera harmonia profunda entre o homem, o habitat e a paisagem.
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A casa Sré é considerada inviolável devido à sua sacralidade.
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Não se colocam fechaduras de segurança na casa.
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Uma violação acidental profana a casa, exigindo um sacrifício reparador.
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A harmonia entre homem, habitat e paisagem é gerada pela tradição arquitetônica.
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A beleza das casas simples resulta da presença de um elemento espiritual.
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A antiga casa tradicional do Valais suíço, particularmente a do Val d'Anniviers, apresenta concepções e ritos análogos aos de outras culturas, com sua estrutura tripartida (cozinha, sala e adega), o fogo do lar como centro, a poutre centrale como “árvore do mundo” e autel doméstico, e o “fumage” como rito de inauguração.
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A casa do Val d'Anniviers compõe-se de cozinha (domínio da mulher), sala (domínio da família e do pai) e adega (domínio do homem).
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O fogo do lar, com suas três pedras, é o centro e representa a família nuclear.
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A poutre centrale da adega, muitas vezes com um crucifixo, é o “autel” doméstico, uma “árvore do mundo”.
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O “fumage” é um rito de inauguração para consagrar o fogo do lar.
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A assembleia anual na adega, com orações pelos defuntos, sugere um culto aos antepassados.
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Em terra cristã, enquanto a cultura tradicional não desapareceu, a concepção da casa não difere essencialmente de outras áreas de civilização, sendo a morada do cristão também um santuário, como atestam os rituais bizantinos para a fundação e bênção da casa, e a presença de ícones em lugar de honra, que continuam a função do antigo larário.
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A casa do cristão é um santuário, tal como em outras tradições.
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A liturgia bizantina possui um ritual para a fundação da casa, com referência explícita à cosmogonia.
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Uma oração é recitada ao término da construção para abençoar os habitantes.
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Os ícones colocados em lugar de honra tornam a casa um santuário com culto doméstico.
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Os ícones substituem e continuam a função do antigo larário das moradas clássicas.