HANI, Jean. Mythes, rites et symboles: les chemins de l’invisible. Paris: G. Trédaniel, 1992.
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Ressurgimento e difusão das imagens sacras no Ocidente contemporâneo.
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Expansão da presença de ícones em templos e abertura de oficinas técnicas para o público leigo.
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Substituição de estatuária de qualidade estética questionável por obras de tradição oriental.
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Questionamento sobre a preparação doutrinária dos fiéis para o uso litúrgico adequado dessas imagens.
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Constatação de uma proliferação de exemplares modernos desprovidos das regras canônicas da iconologia tradicional.
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Superioridade da reprodução de uma obra autêntica sobre originais modernos que falham em exercer a função espiritual do ícone.
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Definição do ícone verdadeiro como objeto de arte sacra em oposição à mera arte religiosa naturalista.
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Incompreensão ocidental acerca da distinção fundamental entre o caráter sagrado e o simples tema religioso.
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Identificação da arte religiosa ocidental pós-medieval como uma produção profana de herança humanista e clássica.
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Contraste entre o naturalismo imitativo da aparência material e a busca da arte sacra pela essência do objeto.
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Função do ícone como espelho que capta o arquétipo espiritual residente no Intelecto divino conforme a perspectiva de Plotino.
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Conceituação da imagem na tradição da Índia como manifestação do não-manifestado.
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Caráter acidental da personalidade e sensibilidade do artista na execução da obra tradicional segundo as reflexões de René Guénon.
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Fundamentação normativa da arte cristã nas decisões do Segundo Concílio de Niceia e de Constantinopla.
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Determinação conciliar de que a composição das imagens pertence aos Padres e à tradição, cabendo ao artista apenas a técnica.
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Presença do legado do Papa Paulo, bispo de Ancona, na validação das assinaturas dos decretos universais.
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Crítica ao liberalismo estético contemporâneo e à abertura de templos a produções de artistas sem fé.
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Divergência entre a disciplina tradicional e as diretrizes de abertura artística do Papa Pie XII citadas por P. R. Régamey.
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Importância da força sugestiva da arte no psiquismo e na vida espiritual dos fiéis.
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Natureza integralmente sagrada do ícone como suporte de influência espiritual e instrumento sacramental.
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Representação de realidades celestes e arquétipos eternos no domínio pictórico.
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Atribuição de um papel sacramental pelas autoridades eclesiásticas à imagem autêntica.
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Função dual de fonte de bênção pela fidelidade canônica e de ferramenta para a contemplação das verdades eternas.
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Centralidade da figura humana transfigurada e do arquétipo de Cristo na composição iconográfica.
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Representação do homem resgatado e ressuscitado em detrimento da aparência física terrestre.
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Derivação de todo ícone a partir do modelo primordial da face de Cristo.
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Entendimento do ícone como prolongamento da Encarnação e imagem do Deus-Homem segundo o ensino dos Padres de Niceia.
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Interdependência entre a iconografia, a antropologia cristã e a soteriologia na vida da Igreja.
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Resumo visual do destino espiritual humano e dos meios de sua realização na síntese do Sauveur.
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Significado histórico e teológico da querela iconoclasta como defesa da base da fé.
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Celebração da Festa da Ortodoxia como triunfo da imagem sagrada e da divinização do homem.
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Distinção doutrinária entre a representação da mortalidade ocidental e a luz tabórica do ícone.
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Contraste com as imagens ocidentais que retratam o Sauveur e os santos em seu estado mortal ou biográfico.
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Manifestação do corpo glorioso iluminado pela luz do Tabor e da manhã de Páscoa.
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Intencionalidade de comunicar ao contemplador a virtude da Lumière incréée.
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Primazia do modelo cristocêntrico na transposição de todas as cenas sagradas para o plano celestial.
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Paralelismo metafísico entre a iconografia cristã e as doutrinas tradicionais da Índia.
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Condenação do retrato meramente semelhante nos tratados hindus por sua incapacidade de orientar para o celestial.
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Reconhecimento da experiência de Bharata ao admirar efígies ancestrais por seu poder emocionante e não por semelhança física.
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Distinção entre a pessoa essencial e o ego empírico na representação artística conforme a Chandogya Upanishad.
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Identificação do homem primordial em oposição ao homem animal conforme a análise de Coomaraswamy.
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Representação do corpo espiritual e desmaterializado como visão do destino eterno do homem.
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Recusa do mundo fenomenal em favor da realidade visível ao olho do coração.
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Função da desmaterialização física para sugerir a glória do corpo ressuscitado.
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Libertação das formas humanas das leis da matéria, do tempo e do espaço na imagem sagrada.
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Caráter litúrgico e ascético do ofício do iconógrafo na tradição oriental.
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Preparação do moine através do jejum, da oração e da invocação do Saint Esprit.
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Atribuição da autoria última a Deus e a negação da assinatura individual do artista.
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Conceito de ícone achiropite como materialização de uma experiência espiritual transcendente.
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Necessidade de conformidade absoluta com os textos sagrados e as prescrições de Siméon de Thessalonique.
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Simbolismo cosmogônico na técnica de execução e na aplicação das cores no suporte sagrado.
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Assimilação da preparação da tábua ao preparo de um autel para a revelação divina.
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Repetição do ato criador através do proplasma e do progresso das cores sombrias para as luminosas.
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Desindividualização do pintor ao integrar-se no ritmo da atividade divina durante o trabalho manual.
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Fundamentação da técnica iconográfica na visão intelectual intuitiva descrita por Plotin.
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Objetivo metafísico de conduzir o espectador para além do mundo físico.
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Supressão da distância espacial entre o observador e o objeto para promover a união contemplativa.
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Exigência de uma luminosidade total que prescinde de fontes externas de luz.
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Emprego da superficialidade e da ausência de profundidade para a desmaterialização do sujeito.
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Função da perspectiva renversée na condução do sentido teológico ao interior do espectador.
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Ampliação dos objetos conforme o afastamento para situar o ponto de fuga no observador.
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Abertura da cena sagrada, como na Annonciation, para a participação direta de quem a contempla.
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Simultaneidade espacial e intemporalidade na perspectiva rayonnante das cenas complexas.
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Projeção de eventos distintos no tempo, como na Nativité, em um único plano de eternidade espiritual.
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Subtração das figuras das condições ordinárias do universo espaço-temporal.
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Omnipresença da luz divina e o papel do fundo de ouro na transparência do mundo.
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Afirmação da presença real e sobrenatural do divino no suporte da imagem consagrada.
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Analogia entre o rito de consagração do ícone e os processos de animação de imagens em outras tradições.
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Perspectiva universalista sobre a telestique e a habitação da divindade em objetos sagrados na antiguidade.
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Uso de símbolos e caracteres para tornar a estátua apta a receber a luz do deus conforme Proclos.
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Referência de Diogène Laërce à residência divina nas estátuas da Antiguidade clássica.
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Capacidade da representação imagética de atrair e reter a Ame universelle conforme Plotin.
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Práticas rituais de animação de estátuas no Antigo Egito e a união do espírito à forma.
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Identidade fundamental do objeto de culto nas diversas estruturas religiosas da humanidade.
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Equivalência funcional entre o ícone cristão e as imagens de Égypte, Grèce ou Inde como suportes de presença espiritual.
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Vestígios dessa concepção na Kaaba de Abraham e Ismaël segundo Rabiah al-Idawiah.
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Presença da Gloire du Seigneur na Arche d'Alliance do antigo Israel conforme os livros de Rois e Chroniques.
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Eficácia sacramental do ícone na mediação da graça e na unificação com o arquétipo.
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Atuação do ícone como prolongamento da Incarnação e descida do Verbo conforme Saint Théodore Stoudite.
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Distinção entre a substância eucarística e a presença na Hypostase segundo o abbé H. Stéphane.
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Capacidade da imagem de transmitir uma força béatifique conforme P. Evdokimov.
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Papel da imagem como suporte fixo para a identificação da consciência com a forma divina.
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Natureza da contemplação como visão extática e união direta com a divindade.
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Equivalência entre o olhar do fiel diante do ícone e o darshan da tradição hindu.
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Encontro entre o olhar humano e o olhar divino na interatividade da imagem sacra.
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Significado da frontalidade iconográfica como propedêutica da comunhão face a face.
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Função ativa do ícone como olhar que penetra e transforma o observador.
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Analogia funcional entre a estrutura do mandala e a centralidade do ícone.
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Mecanismo de intercâmbio luminoso entre o centro da imagem e o coração do fiel.
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Paralelismo entre a eficácia do ícone e a prática da Oração do Coração.
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Comunicação da luz tabórica através da técnica da perspectiva inversée.
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Difusão da luminosidade do fundo da imagem para a transfiguração do contemplante conforme o abbé H. Stéphane.
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Realização da iluminação interior prometida no Evangelho de Matthieu na simplicidade do olho.
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Participação na glória divina e a transformação da natureza humana pela visão da luz.
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Identificação entre o ato de ver a luz e o conhecimento de Dieu conforme a epístola de Jean.
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Metamorfose do homem na image du Seigneur sob a ação do Esprit conforme as epístolas de Saint Paul aos Corinthiens.
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Descoberta da identidade profunda e do arquétipo divino no centro da alma.
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Restauração da imagem teomórfica no homem através do modelo de Christ.
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Visibilidade do invisível na semelhança absoluta entre o ícone e a alma purificada conforme Saint Théodore Stoudite.
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Manifestação do rosto humano de Dieu e do rosto divino do homem conforme O. Clément.
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Experiências místicas de reconhecimento do Verbe e do arquétipo humano na luz.
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Visão de Dante no Paradiso ao contemplar o Verbe divin contendo o arquétipo do Homme.
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Testemunho de Saint Siméon le Nouveau Théologien sobre a presença do Christ no coração transfigurado.
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Reflexo constante do Seigneur no espelho da alma purificada conforme Saint Éphrem.
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Unidade dos olhares e dos traços nos ícones como expressão da ressemelhança archétypée.
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Testemunho da deificação humana e da participação na vida divina através da santidade.
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Transfiguração do cosmos e da ordem natural na ambiência do homem théophore.
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Representação de corpos libertos da corrupção e integrados na harmonia eschatologique.
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Pacificação da criação por Saint Serge de Radonège, Saint Isaac le Syrien, Saint Serafim de Sarov e Saint François d’Assise.
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Persistência da graça e do poder de sanctification nas imagens e relíquias.
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Preeminência da Mère de Dieu como tipo perfeito da santidade christique.
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Papel eclesial e individual da Vierge na formação do Christ no interior do fiel.
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Necessidade de apropriação vital dos dogmas através da imitação das virtudes marianas.
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Processo de concepção e nascimento do ser espiritual na alma que se torna Marie.
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Insuficiência da arte ocidental na promoção da realização espiritual e da profundidade teológica.
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Função contemplativa das icônes narratives como etapas do trajet théanthropique.
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Correspondência entre as cenas bíblicas e as fases da voie spirituelle no ciclo litúrgico.
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Unidade de ensino entre a palavra e a pintura conforme as definições do Concile œcuménique registrado por Mansi.
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Referência às figuras de
São Jorge e da
Natividade como objetos de estudos detalhados sobre o simbolismo.
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Importância da técnica de composição e dos módulos geométricos no sentido espiritual da obra.
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Relação estreita entre a organização formal da imagem e a transmissão do seu conteúdo metafísico.
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Uso de carrés, cercles e triangles como centros secretos que conferem força de penetração ao ícone.
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Simbolismo do hexagrama e da centralidade de Christ na iconografia da Transfiguration.
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Estrutura geométrica da Trinité de A. Roublev como síntese da Essência divine e da Rédemption.
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Convergência entre a perspectiva renversée e o simbolismo do hexagrama na réintégration universal.
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Significado místico da luz de midi na iluminação total da alma humana.