A lei de uma religião atua como uma tocha que distingue o bem, no círculo de luz, do mal, na escuridão exterior, para guiar o homem caído em sua sujeição ao conhecimento da árvore proibida, mas o homem verdadeiro, guiado pela luz da lua cheia de sua certeza, identifica-se espontaneamente com essa lei, vendo nela a beleza da Vontade Celestial, e suas eventuais transgressões são, por isso, perdoadas antecipadamente.
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A lei religiosa é uma tocha para um período e lugar específicos, provendo distinção entre bem (luz) e mal (trevas) para o homem sujeito ao conhecimento da árvore proibida.
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O homem verdadeiro, com a visão espiritual da luz da lua cheia, não necessita da tocha, pois para ele a luz e as trevas se unificam.
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A visão espiritual do homem verdadeiro permite-lhe perceber a beleza das leis religiosas como manifestações da Vontade Celestial, resultando em uma submissão espontânea a elas, que se tornam uma expressão dessa Vontade para cada momento e indivíduo.
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Se a certeza do homem verdadeiro excepcionalmente não estivesse em conformidade com a lei, ela teria precedência, e suas transgressões seriam perdoadas antecipadamente, como indicado no Alcorão (XLVIII: 1) sobre o perdão dos pecados passados e futuros.