A agricultura, após certo desenvolvimento, pode ser vista como etapa decisiva na degenerescência humana, simbolizada por Caim no relato da Gênese.
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Caim representa a fixação territorial e fundação de cidades.
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A vida pastoral associa-se à inocência.
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Tacite relata a aversão germânica às casas.
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Povos nômades, como certos Índios, preservam ideal de liberdade não fixada.
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A recusa da fixação e da escrita entre povos como os Índios da América do Norte e os Druides revela fundamento espiritual positivo.
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A escrita pode “fixar” e “cristalizar” o fluxo espiritual.
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César menciona a relutância druídica em escrever doutrinas sagradas.
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A tradição oral demonstra capacidade extraordinária de preservação.
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A literatura oral, segundo A.K. Coomaraswamy, precede e frequentemente independe da escrita, e a alfabetização pode precipitar sua decadência.
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Grandes textos como Bíblia, Vedas e Eddas existiram oralmente.
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A alfabetização pode destruir rapidamente tradições orais.
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Observações sobre gaélico e Novas Hébridas confirmam precisão e beleza da oralidade.
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Árabes pré-islâmicos valorizavam pureza linguística beduína.
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A civilização e a escrita tendem a enfraquecer a vigilância linguística e a vitalidade da língua falada.
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A duplicidade entre língua escrita e oral favorece degenerescência.
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A nova tradução inglesa da Bíblia testemunha empobrecimento.
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A fala exerce influência direta sobre a alma.
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A escrita possui utilidade, especialmente na preservação de heranças espirituais, mas não confere superioridade intrínseca.
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Arquivos escritos preservaram herança judaica.
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Artes caligráficas sugerem inspiração sagrada da escrita.
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A imprensa, mais que a escrita, multiplicou livros inúteis.
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A escrita tornou-se necessária após certo grau de degeneração.
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A tradição judaica e islâmica ensina que Adam recebeu linguagem verdadeira por Revelação Divina, ideia não refutada pela filologia.
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Cada língua conhecida deriva de forma mais antiga e mais potente.
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Línguas antigas exibem maior complexidade e sutileza.
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O tempo simplifica formas, sons e sintaxe.
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A vitalidade orgânica das línguas antigas manifesta-se na capacidade interna de formação de palavras, ao passo que línguas modernas dependem de criações artificiais.
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A distinção entre complexidade ordenada e complicação desordenada aplica-se tanto à alma humana quanto às línguas sintéticas antigas.
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Simplicidade verdadeira implica integração interior.
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Línguas sintéticas modulam partes do discurso como elementos da alma.
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A unidade concentrada da frase reflete unidade espiritual.
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A língua árabe constitui exemplo notável de conservação linguística devido à centralidade do Alcorão e à memorização rigorosa.
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Árabes pré-islâmicos eram majoritariamente iletrados.
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O Alcorão fixou modelo linguístico arcaico.
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Ciência da recitação preservou pronúncia exata.
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Dialetos convivem com retorno frequente ao árabe clássico.
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Situação análoga verifica-se no sânscrito.
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Antigos possuíam órgãos auditivos e articulatórios mais delicados.
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A filologia revela tendência histórica descendente paralela à tendência cosmológica reconhecida por cientistas como Dewar, convergindo parcialmente com a visão religiosa.
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Física, química e astronomia reconhecem necessidade de “remontar” o universo.
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Religião afirma possibilidade de resistência individual à tendência descendente.
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Alguns podem nadar contra a corrente.
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Uma elite pode remontar à fonte já nesta vida.