Os escritos dos defensores da evolução gradual exploram a ignorância do leigo, utilizando exemplos enganosos, como a observação de Darwin sobre o poder preênsil do pé em alguns selvagens, que ignora a diferença orgânica fundamental entre o pé humano, projetado para a postura ereta, e o pé do macaco, organicamente preênsil.
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O pé humano possui um ligamento transversal que liga os cinco dedos, ao contrário do pé do macaco, que tem o dedo grande livre como um polegar.
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A pergunta retórica sobre a possibilidade de esse ligamento, em milhões de anos, ter laçado o dedo grande e ligado aos outros expõe o absurdo da ideia de uma transformação gradual.
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A terminologia técnica é usada para abusar do leigo, permitindo que cientistas exponham ideias absurdas impunemente, como no caso do Dr. Broom, que descreve a transformação de répteis em mamíferos com uma série de mudanças anatômicas improv6aveis e sem explicação para como os animais sobreviveriam durante o processo.
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A descrição de Broom, traduzida em linguagem clara, revela a implausibilidade da transformação, com ossos da mandíbula se deslocando para o ouvido e novos órgãos se desenvolvendo sem que se saiba como o animal se alimentava ou ouvia durante a reestruturação.
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Dewar observa que a teoria da evolução, longe de eliminar o miraculoso, pressupõe mais milagres do que a teoria da criação especial.
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A ignorância generalizada sobre os fatos expostos em
The Transformist Illusion permite a proliferação de livros, escritos por não-cientistas e até por dignitários religiosos de fé vacilante, que tratam a evolução como uma verdade indiscutível, reinterpretando a religião à luz da “ciência moderna” e causando um dano imenso.
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Considerando a questão de um ângulo diferente, mais alinhado com o espírito do livro, é fundamental lembrar que a via espiritual escapa às fases do tempo por ser um movimento ascendente “vertical” em direção ao supra-temporal, um conceito que a ciência moderna desconhece e não admite.
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A ideia de uma ascensão gradual sem retorno, própria do evolucionismo, é um empréstimo indevido e ingênuo da religião, transposto do supra-temporal para o temporal.
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Todo processo de desenvolvimento conhecido pela ciência moderna, como as fases da lua ou as civilizações, é cíclico, com fases de crescimento e declínio, mas os evolucionistas, por seu viés sectário e pseudorreligioso, nunca consideram a possibilidade de a humanidade já estar na fase descendente de involução.
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A antiga ciência natural, ao contrário da moderna, não pretendia estudar tudo dentro dos limites do tempo e podia admitir ser transcendida pelas origens divinas das coisas terrestres, olhando para o ato criador que coloca o homem em um cume de onde a evolução, como progresso terreno, é inconcebível.