O sentimento messiânico e a antecipação do fim dos tempos persistiram através dos séculos na cristandade, no judaísmo e no islã, apesar do sucessivo adiamento dos eventos profetizados.
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O nascimento de Cristo expandiu os pressentimentos messiânicos para além do mundo semítico, influenciando a obra de Virgílio.
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Os primeiros cristãos e os judeus mantiveram a crença na proximidade do desfecho, ignorando a possibilidade de um intervalo entre o anúncio e a vinda triunfal.
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O Alcorão reafirmou a proximidade da hora, e os primeiros muçulmanos esperavam a entrega do império a Jesus, filho de Maria.
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A consciência medieval de culpa interpretou crises históricas como a chegada do Anticristo e o ponto mais baixo da humanidade.
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O relaxamento da fé nas escrituras durante o renascimento e o iluminismo reduziu a tensão escatológica nos três séculos anteriores ao atual.
A época contemporânea manifesta uma apreensão existencial do fim que, embora dissociada da fé doutrinária e confrontada pelo racionalismo moderno, se impõe como um sinal dos tempos.
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O declínio da fé teísta e a ascensão do agnosticismo e do ateísmo sistêmico caracterizam o cenário atual.
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As ideologias de evolução e progresso desviam o pensamento das direções tradicionais de seus antepassados.
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A percepção da iminência do fim é sentida intuitivamente pelo homem moderno, mesmo sem os fundamentos das convicções antigas.
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Sinais de origem celeste, profecias, visões e indicadores políticos e individuais corroboram a sensação de encerramento de ciclo.
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A compreensão e o reconhecimento desses sinais são fundamentais para a apreensão da realidade presente.