O significado macrocósmico de Macbeth, que representa o ritmo cósmico da história humana, era plenamente acessível às plateias do século XVI, para quem a Queda do homem e a espera pela restauração da ordem eram verdades vividas, não apenas doutrinas.
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O mundo de Shakespeare era o mundo de
Platão e de santo Agostinho, no qual a lógica espiritual tornava inconcebível imaginar que o homem primordial não houvesse sido perfeito.
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Shakespeare e seus contemporâneos esperavam que o ritmo de harmonia, queda, discórdia crescente, castigo súbito e restauração continuasse no futuro, e reconheciam esse ritmo nos autos sacramentais e nas próprias peças.
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A verdade da Queda permanece indelevelmente inscrita na substância interior da alma mesmo nas pessoas doutrinárias com a teoria da evolução, pois o homem foi criado para viver a verdade, e embora possa vir a pensar o erro, não vive o erro.