Na longa última cena, Edmundo, em solilóquio, revela seu plano de se livrar de Goneril e Regane, que estão enciumadas, e de matar Lear e Cordélia após a batalha, enviando-lhes uma sentença de morte com a assinatura de Goneril.
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Paralelamente, as cartas incriminadoras de Goneril a Edmundo são interceptadas: Oswaldo, seu portador, é morto por Edgar, que entrega a carta ao Duque da Albânia, revelando a trama para matá-lo.
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Após a batalha, o Duque da Albânia está no comando, questiona Edmundo sobre os prisioneiros e, diante da recusa de Edmundo em responder e das pretensões de Regane, prende Edmundo e Goneril por traição capital.
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O Duque da Albânia propõe que a culpa de Edmundo seja decidida por ordálio através de combate, e Edgar, ainda disfarçado, aceita o desafio, acusando formalmente Edmundo de traição contra os deuses, o irmão e o pai.
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No ordálio, Edmundo, o humanista que acreditava apenas em habilidade e força, experimenta um mundo onde os valores são diferentes e vê que sua culpa torna impossível provar sua inocência vencendo; Edgar o golpeia e o fere mortalmente.
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Goneril protesta, mas o Duque da Albânia a confronta com a carta, e ela sai, desesperada, cometendo suicídio após ter envenenado Regane.
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Edmundo, vencido, admite a verdade das acusações e, ao saber que Edgar é seu irmão, reconhece a justiça dos deuses que usam os vícios para flagelar, aceitando que a roda se tornou um círculo completo.
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Edgar relata como cuidou do pai cego, e Edmundo, comovido, numa última tentativa de fazer o bem, ordena que enviem alguém ao castelo para suspender a sentença de morte de Lear e Cordélia, entregando sua espada a Edgar como sinal.