O Budismo integra-se à concordância inter-religiosa por sua insistência na Realidade Absoluta, Infinita e Eterna, apesar da ausência de um termo equivalente a Deus em sua doutrina, confirmando a promessa alcorânica de que Mensageiros foram enviados a todos os povos.
A aparente divergência sobre a crucificação de Cristo entre cristãos e muçulmanos resolve-se pela distinção entre a natureza humana e a natureza transcendente do Mensageiro, sendo a negação alcorânica dirigida à pretensão de domínio sobre o Verbo.
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Erro da interpretação islâmica comum que isola versículos de seu contexto metafísico.
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Afirmação da natureza atemporal da profecia, existente antes da criação de Adam.
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Caráter ilusório da percepção judaica de ter assassinado o Messias, enquanto a realidade divina de Cristo permanece intocada.
O exoterismo religioso tende a gerar aparentes contradições que desaparecem no nível do esoterismo, onde se reconhece uma Realidade Suprema que transcende as divisões da própria Divindade Manifesta.
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Correspondência entre a Trindade cristã e as trindades hindus situadas no domínio de Maya.
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Insistência de santos como Meister Eckhart e Angelus Silesius na Realidade Absoluta além da Trindade.
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Necessidade pedagógica de apresentar meias-verdades metafísicas para a salvação das almas da maioria dos fiéis.
O Sufismo e o Vedanta Advaita coincidem ao reservar o cume da hierarquia espiritual para a Unicidade Infinita e Absoluta que exclui qualquer dualidade.
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Distinção entre os Nomes Divinos que sugerem pluralidade e os Nomes da Essência que expressam independência absoluta.
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Identificação do Atma hindu com o Nome alcorânico Al-Haqq e a noção de Si-mesmo Divino.
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Atribuição da consciência do Eu humano como um empréstimo da subjetividade absoluta de Deus.
As diferenças rituais, como as restrições alimentares ou a Eucaristia, não anulam a proteção que uma revelação exerce sobre a essência da outra, conforme demonstrado pelo reconhecimento alcorânico da Transubstanciação.
Cristo previu a revelação do Alcorão ao mencionar a vinda do Espírito da Verdade, cuja descrição como aquele que fala apenas o que ouve corresponde precisamente ao processo de recepção dos versículos por Muhammad.
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Insuficiência da identificação do Espírito da Verdade exclusivamente com o Pentecostes devido à natureza legisladora e doutrinária do Islã.
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Função do Alcorão em guiar a humanidade para a verdade plena sobre a natureza de Deus e dos Mensageiros anteriores.
A velhice da humanidade contemporânea oferece a escolha entre a senilidade espiritual e a sabedoria objetiva, permitindo que os homens da hora undécima compreendam a harmonia entre as religiões sem preconceitos passionais.
A fé autêntica, fundamentada na revelação direta, estabelece a impossibilidade de distinção hierárquica qualitativa entre os Mensageiros de Deus, conforme o preceito alcorânico que proíbe a exaltação de um sobre o outro.